Caminhoneiro

A contratação de caminhoneiras mulheres seria a solução para a falta de motoristas?

Em vários países, a falta de caminhoneiros já é uma realidade.

A preocupação em torno da escassez de caminhoneiros é uma realidade em quase todos os países da Europa. A América também não fica de fora, e os Estados Unidos têm estudado algumas medidas para amenizar esse problema.

Em todos os lugares, os caminhoneiros desempenham um papel fundamental na economia. No Brasil, por exemplo, quase 82% do que é transportado é realizado por meio de caminhões.

Estima-se que nos próximos anos haverá escassez de caminhoneiros por aqui também, pois uma pesquisa realizada pelo Instituto Paulista de Cargas (IPTC) revelou que até 2026, 30% dos caminhoneiros empregados devem se aposentar. Diante disso, é preciso encontrar soluções para preencher essas vagas que estão ficando cada vez mais vazias.

Mulheres podem ser a solução

O público feminino tem se interessado cada vez mais pela profissão, e enquanto muitos homens estão deixando o volante, muitas mulheres têm ocupado essas vagas. A presença feminina no transporte de cargas vem crescendo a cada ano em um mercado que por muito tempo foi dominado pelos homens.

Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a previsão é que até 2030 a presença das mulheres no setor de transporte será de 64%. Hoje, o Brasil conta com cerca de 180 mil mulheres habilitadas para dirigir caminhões. Isso mostra que elas vieram para ficar e não deixam a desejar em um segmento visto por muitos como uma profissão masculina.

O preconceito ainda é uma barreira

No entanto, devido ao fato de a profissão ser ocupada majoritariamente por homens em praticamente todos os países, as mulheres têm muita dificuldade para ingressar na profissão. Nos Estados Unidos, por exemplo, menos de 5% dos motoristas de caminhão são mulheres.

Mesmo com a falta de profissionais, as empresas ainda resistem em contratar motoristas do sexo feminino para a função. Muitas delas têm qualificação, possuem a habilitação necessária e estão ansiosas para fazer o trabalho, contudo, são constantemente rejeitadas ao se candidatarem a uma vaga.

“Isso é terrivelmente estúpido. As grandes empresas gritam em voz alta sobre a escassez de mão-de-obra, enquanto a resposta à escassez está literalmente batendo à porta”, desabafou Jim Hightower em um artigo de opinião do Colorado Springs Indy.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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