
Caminhoneiro sendo levado para delegacia. Foto: reprodução
O caminhoneiro Nilson Pedro dos Santos, responsável por uma sequência de acidentes violentos ao cruzar desgovernado as ruas de Curitiba, irá a júri popular nesta segunda-feira (data conforme a fonte). O caso aconteceu em janeiro de 2023 e ganhou repercussão nacional pela gravidade e extensão dos danos causados.
Segundo o Ministério Público, Nilson saiu da cidade de Embu (SP) com uma carga de quase 16 toneladas, com destino a Ponta Grossa (PR). Durante o trajeto, ele fez uma parada em um posto de combustíveis na BR-376, onde passou a ingerir bebidas alcoólicas e consumir cocaína.
Na manhã do dia seguinte, por volta das 6h27, ele deixou o posto de forma descontrolada. Ao dirigir sob efeito de álcool e drogas, Nilson atingiu 16 veículos — entre carros e caminhões — em uma rota caótica por diversos bairros da capital paranaense. Muitas pessoas ficaram feridas. Ele ainda fugiu sem prestar socorro às vítimas e só foi detido no bairro Cidade Industrial de Curitiba, após ser interceptado pela Polícia Militar.
Durante o percurso, cargas foram derrubadas na pista, e diversos vídeos e depoimentos confirmaram o estado alterado e a condução perigosa do caminhoneiro. O Ministério Público afirma que Nilson assumiu o risco de provocar um resultado lesivo, agindo com consciência ao dirigir após consumo de álcool e entorpecentes, em alta velocidade e desrespeitando todas as normas de segurança.
Em depoimento, Nilson alegou ter “surtado” após ser alertado por um colega de que havia dois homens em cima do caminhão, o que teria contribuído para seu descontrole.
A defesa do caminhoneiro divulgou nota em que reafirma confiança no Tribunal do Júri e nas instituições do sistema de justiça. O advogado afirma que espera um julgamento justo e imparcial, baseado em provas apresentadas no processo.
“Reafirmamos nossa confiança no Tribunal do Júri e nas instituições do sistema de justiça, destacando que acreditamos firmemente que, com base nas provas que serão submetidas à análise dos jurados, será possível assegurar um julgamento justo, imparcial e respeitador dos direitos fundamentais de nosso constituinte”, diz trecho da nota.
Por enquanto, os advogados optaram por não divulgar mais detalhes do processo, reservando os argumentos para apresentação durante o julgamento.
O caso gerou indignação entre moradores de Curitiba e motoristas da região, que acompanharam a sequência de colisões e o pânico causado nas ruas. Vídeos do caminhão desgovernado foram amplamente compartilhados nas redes sociais.
O julgamento deverá esclarecer se Nilson agiu de forma intencional, se foi negligente ou se há elementos que possam atenuar sua responsabilidade penal. O desfecho será decidido por um grupo de jurados, conforme previsto no ritual do júri popular.
A expectativa é de que o julgamento tenha grande atenção pública, dada a proporção dos danos causados e a discussão sobre o risco da combinação entre direção, álcool e drogas nas estradas brasileiras.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 20 de maio de 2025 08:13
A caminhoneira Aline gravou um video mostrando seu caminhão Scania depois de um problema que surgiu com apenas 400 mil…
Israel saiu do Brasil depois de conseguir cidadania italiana através da família e hoje trabalha viajando de carreta pela Europa.…
Motoristas brasileiros estão voltando a enxergar uma nova oportunidade de trabalho na Europa. Segundo relatos de caminhoneiros que já atuam…
O caminhoneiro Jhonathan da Silva Pereira, conhecido como “Lessa”, morreu na manhã desta quarta-feira após vários dias internado em estado…
Os Correios contrataram uma consultoria milionária em meio à pior crise financeira da história da estatal. O contrato, firmado com…
A Justiça do Trabalho condenou a empresa Novo Horizonte Logística Ltda., com atuação em Ladário (MS) e São Paulo (SP),…
Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdos, analisar acessos e exibir anúncios relevantes. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies e Política de Privacidade do Brasil do Trecho
Leia mais