
Caminhoneiro e sua esposa no hospital. Foto: reprodução
O caminhoneiro Josivaldo Barboza Batael, de 33 anos, morreu nesta quarta-feira (2) na Santa Casa de Araçatuba após complicações causadas por uma picada de aranha-marrom. Ele estava internado desde o fim de maio, quando começou a apresentar sintomas graves decorrentes do acidente.
Segundo familiares, Josivaldo foi picado durante uma viagem de trabalho. Como o sistema de ar-condicionado da cabine do caminhão estava com defeito, ele dormia com a janela aberta, o que pode ter facilitado o ataque do aracnídeo. A princípio, a dor foi confundida com uma inflamação no nervo ciático, o que retardou o diagnóstico correto.
Com o passar dos dias, a vítima desenvolveu um quadro severo de infecção, febre alta, bolhas na perna esquerda e confusão mental. Ele foi transferido às pressas para a Santa Casa de Araçatuba, onde passou por sessões de hemodiálise, transfusões de sangue e recebeu antibióticos potentes. Apesar dos esforços da equipe médica, Josivaldo não resistiu.
A esposa do caminhoneiro, Isabela Cristina, relatou que teve que deixar o trabalho para acompanhá-lo no hospital. Com dificuldades financeiras, ela fez um apelo nas redes sociais pedindo ajuda para custear o tratamento. O casal tem filhos pequenos, que estão sob os cuidados da avó materna em Londrina (PR).
A morte de Josivaldo chama atenção para os riscos da picada da aranha-marrom, um dos aracnídeos mais perigosos do Brasil. Pequena e de hábitos noturnos, sua picada pode ser indolor no início, mas evolui para necrose, insuficiência renal e, em casos graves, leva à morte. A orientação médica é lavar o local com água e sabão, aplicar compressas frias e procurar atendimento urgente ao identificar os sintomas.
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