
Foto: Reprodução / Internet
O Brasil vive uma crise silenciosa no setor de transportes: falta caminhoneiro experiente para dar conta da demanda crescente por fretes em todo o país. Em plena recuperação econômica e com o e-commerce em alta, empresas de logística, agronegócio e transporte de cargas enfrentam dificuldades para contratar profissionais capacitados.
A escassez de motoristas com experiência tem provocado atrasos em entregas, aumento no custo do frete e sobrecarga para os profissionais que ainda atuam no volante. Segundo estimativas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Brasil já acumula um déficit de mais de 50 mil motoristas qualificados apenas no setor rodoviário de cargas.
O problema é multifatorial. A começar pela baixa renovação da mão de obra: muitos jovens não se interessam mais pela profissão, considerada pesada, solitária e mal remunerada em comparação a outras oportunidades no mercado.
Além disso, a burocracia para obtenção da CNH categoria E (exigida para veículos maiores), somada aos altos custos dos cursos exigidos, acaba afastando potenciais novos motoristas. E quem já tem experiência, muitas vezes, migra para outras áreas ou opta por trabalhar com aplicativo nas cidades.
Outro ponto de atenção é a falta de incentivos e políticas públicas que valorizem o caminhoneiro de longa data, que lida diariamente com estradas perigosas, jornadas exaustivas e pouca estrutura nas paradas.
Empresas do setor relatam que, mesmo oferecendo salários competitivos, benefícios e bônus por produtividade, não conseguem preencher todas as vagas. O resultado é um verdadeiro leilão por bons motoristas, o que impacta diretamente no preço dos produtos nas prateleiras e na economia como um todo.
“Hoje é mais fácil achar um caminhão do que um bom caminhoneiro. Precisamos de profissionais com responsabilidade, experiência e visão de rota”, afirma o gerente de uma transportadora em São Paulo.
Para especialistas, a saída está em programas de formação profissional com incentivo do governo e das empresas, além de melhorar as condições de trabalho nas estradas. É preciso atrair novos talentos e, ao mesmo tempo, valorizar quem já está no volante há anos.
Sem ações concretas, o Brasil corre o risco de parar — não por falta de combustível, mas por falta de quem dirija.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 5 de agosto de 2025 06:33
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