
Caminhoneiro dormindo na boleia do caminhão. Foto?: reprodução
A agressão sofrida por um caminhoneiro em um posto de combustíveis em Mimoso do Sul (ES) repercutiu em todo o país e chegou à imprensa internacional, tornando-se um símbolo da precariedade enfrentada por motoristas nas estradas brasileiras. O profissional, identificado como Evander Maurílio Godinho, de 62 anos, foi brutalmente espancado por funcionários do posto após se recusar a pagar pelo estacionamento, mesmo estando parado para cumprir o descanso obrigatório exigido por lei.
O caso gerou indignação nacional e mundial, reacendendo o debate sobre a Lei do Descanso, que obriga caminhoneiros a parar por pelo menos 11 horas a cada 24 horas trabalhadas. Na prática, porém, o Brasil não oferece a estrutura necessária para que essa lei seja cumprida com segurança.
Atualmente, segundo dados do Ministério dos Transportes, existem menos de 200 pontos de parada credenciados em todo o país — um número muito inferior à demanda real de caminhoneiros que percorrem diariamente as rodovias. A falta de locais adequados obriga muitos profissionais a parar em postos de combustíveis particulares, onde são cobradas taxas abusivas e, em alguns casos, enfrentam situações de violência e desrespeito, como a que atingiu Evander.
Para especialistas do setor, o episódio expôs um problema estrutural grave: a Lei do Descanso não é viável sem uma rede nacional de pontos de parada seguros e regulamentados. “O motorista é punido se não cumprir a lei, mas o país não oferece condições para que ele a siga. É uma contradição que coloca vidas em risco”, destaca um representante da categoria.
Após a repercussão, o posto envolvido divulgou nota lamentando o ocorrido e demitindo um dos agressores. Enquanto isso, caminhoneiros de todo o país seguem cobrando respeito, segurança e infraestrutura digna para exercer a profissão que move a economia brasileira.
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