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A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada após sua condenação, reacendeu entre apoiadores a possibilidade de uma nova paralisação nacional dos caminhoneiros. Nas redes sociais, uma página ligada ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), bastante seguida por bolsonaristas, divulgou chamados para manifestações e sugeriu o início de uma greve a partir deste domingo (30/11).
A proposta já circula entre aliados do ex-mandatário e influenciadores da base, entre eles nomes do meio político e do agronegócio. A ideia evoca memórias das paralisações realizadas em 2022, quando caminhoneiros bolsonaristas organizaram bloqueios em rodovias por mais de 20 estados, em protesto contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por outro lado, o movimento encontra resistência dentro da própria categoria. Lideranças que não se alinham à base bolsonarista apontam que o histórico de greves prontas e de baixa adesão enfraquece qualquer chance de mobilização nacional. A fragmentação do setor, a diversidade de realidades entre caminhoneiros autônomos e empregados, e o receio de multas e prejuízos logísticos são apontados como principais obstáculos.
Especialistas em transporte e logística alertam que a convocação via redes sociais ainda não representa força concreta — e que, até o momento, não há registro oficial de entidade representativa convocando a greve. Além disso, o uso de antigas estratégias de bloqueio torna incerta a adesão ampla da categoria, já tão fragmentada.
Enquanto isso, caminhoneiros e empresários do agronegócio observam atentamente os próximos dias. Caso a paralisação seja convocada de fato, os impactos podem chegar ao transporte de cargas, suprimentos e abastecimento — um novo teste para a capacidade de mobilização e articulação da base bolsonarista.
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