Caminhoneiro

Diária paga por transportadoras já não compra nem 1 kg de picanha, reclamam caminhoneiros

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Caminhoneiro olhando picanha

O valor das diárias pagas por muitas transportadoras voltou a ser alvo de reclamações entre caminhoneiros. Segundo relatos enviados ao Brasil do Trecho, em vários casos o dinheiro recebido já não é suficiente para cobrir alimentação, banho e outras despesas durante a viagem.

Motoristas afirmam que, enquanto o preço dos alimentos aumentou nos últimos anos, muitas empresas mantiveram as diárias praticamente no mesmo valor. Em alguns casos, eles dizem que a quantia paga não compra nem 1 kg de picanha, usada por muitos como comparação para mostrar a perda do poder de compra.

A principal queixa é que a diária precisa cobrir muito mais do que uma refeição. Durante dias longe de casa, o caminhoneiro ainda precisa pagar café da manhã, almoço, jantar, água, higiene pessoal e, em algumas situações, até estacionamento ou banho quando não há estrutura disponível.

Quem trabalha como empregado relata que muitas empresas não reajustam esse benefício há anos. Com isso, parte dos profissionais acaba completando as despesas com dinheiro do próprio bolso.

Representantes da categoria também defendem que o valor das diárias acompanhe a inflação e o aumento do custo de vida. Segundo eles, manter os mesmos valores enquanto alimentação e serviços ficam mais caros reduz o poder de compra do trabalhador e afeta diretamente sua rotina nas estradas.

Para muitos caminhoneiros, a discussão vai além da comparação com o preço da carne. O que está em jogo, segundo eles, é garantir condições para que o motorista consiga se alimentar durante a viagem sem comprometer parte do salário para cobrir despesas que deveriam ser custeadas pela atividade profissional.

Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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