
Radialista fica revoltado com atitude do agente da PRF
Um episódio envolvendo a Polícia Rodoviária Federal em Planaltina, no Distrito Federal, está gerando forte repercussão nas redes sociais e agora também chegou aos órgãos de controle do governo federal. Um jornalista e servidor público denunciou o que chama de abuso de autoridade cometido por um agente da PRF, após seu veículo ser retido mesmo estando com todos os débitos quitados e a irregularidade sanada.
Segundo o relato, tudo começou semanas antes, quando o veículo foi multado por estar com lâmpadas de LED consideradas irregulares. A multa foi paga, a lâmpada original foi recolocada e, conforme orientação recebida anteriormente, o carro foi levado até a unidade da PRF apenas para passar por vistoria e permitir que a restrição administrativa fosse retirada do sistema, possibilitando assim a emissão do CRLV.
O problema, segundo ele, é que mesmo após a verificação de que a irregularidade havia sido corrigida e que não existiam débitos em aberto, o agente se recusou a liberar o veículo e determinou a remoção por guincho, alegando que o carro estava sem o documento do ano vigente, justamente porque a restrição ainda não havia sido baixada no sistema, o que só poderia ocorrer depois da vistoria.
“Eles pediram para levar o carro até lá para vistoriar e retirar a restrição. Eu fiz exatamente isso. Mesmo assim, o agente reteve o veículo. Ou seja, eu fui punido por cumprir a exigência do próprio órgão”, afirmou.
O denunciante formalizou queixa na Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal, no Ministério Público Federal, na Controladoria-Geral da União e também no Ministério da Justiça. Ele afirma que seguirá acompanhando o caso até que haja uma resposta oficial e, se for o caso, responsabilização funcional do agente envolvido.
Especialistas em trânsito ouvidos pela reportagem explicam que, quando uma irregularidade é sanada e todos os débitos estão pagos, o veículo não deve ser retido apenas pela ausência do CRLV, se essa ausência decorre exclusivamente de uma restrição administrativa que depende de conferência do próprio órgão fiscalizador. Nessas situações, a orientação técnica é que a autoridade realize a verificação, faça o lançamento no sistema e libere o veículo.
O caso reacendeu o debate sobre a postura de alguns agentes públicos durante fiscalizações, especialmente quando há margem para interpretações divergentes da norma. Para o denunciante, o problema vai além de um erro pontual e reflete uma cultura de tratamento autoritário contra cidadãos comuns.
“Não se trata de atacar a instituição, mas de exigir que a lei seja cumprida com equilíbrio, respeito e legalidade. A autoridade existe para servir a sociedade, não para constrangê-la”, afirmou.
O Brasil do Trecho procurou a Polícia Rodoviária Federal para comentar o caso, mas até o fechamento desta matéria não houve posicionamento oficial. O espaço segue aberto para manifestação da PRF e dos órgãos envolvidos.
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