
Caminhoneiro durante greve pelo preço alto do Diesel. Foto: Reprodução / PRF
A paralisação dos caminhoneiros prevista para esta quarta-feira deve ter pouca adesão dos motoristas contratados no regime CLT. O movimento está sendo puxado principalmente pelos caminhoneiros autônomos.
Isso acontece porque muitas transportadoras têm contratos que permitem reajuste de valores em situações como alta do diesel ou momentos fora do comum, como aconteceu na pandemia. Além disso, existem cláusulas que preveem multa caso a entrega não seja cumprida.
Por esse motivo, motoristas CLT acabam ficando de fora, já que precisam seguir os acordos das empresas para evitar penalidades.
Já para os caminhoneiros autônomos, a situação é bem mais complicada. Segundo relatos, o valor do frete continua o mesmo mesmo com o aumento do diesel, o que vem apertando cada vez mais.
Outro problema apontado é a falta de fiscalização na tabela do frete. Sem controle, muitos autônomos dizem que ficam reféns dos valores oferecidos e acabam aceitando cargas que mal cobrem os custos da viagem.
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