
Foto: Reprodução / Internet
Carreta carregada com farinha foi parada na MGC-497, em Uberlândia, depois que a PMRv percebeu a placa adulterada.
Um caminhoneiro de 43 anos foi preso na quinta-feira, 7 de maio, depois de ser flagrado com as placas da carreta parcialmente cobertas por fita isolante preta na MGC-497, em Uberlândia. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o motorista confessou que usava o material para tentar burlar a fiscalização da balança de pesagem rodoviária.
A abordagem aconteceu durante uma operação itinerante da PMRv, no km 14 da rodovia. Os militares perceberam que a combinação veicular de carga estava com parte da identificação coberta, dificultando a leitura da placa. Durante a vistoria, também foram encontradas outras irregularidades nos sinais identificadores do caminhão. A carreta transportava carga de farinha.
Na estrada, a balança não existe à toa. Ela serve para controlar excesso de peso, proteger a rodovia e evitar que caminhão rode acima do limite. Quando uma carreta circula pesada demais, o risco aumenta para todo mundo: o caminhão demora mais para frear, força mais o conjunto, estraga mais o asfalto e pode causar acidente grave.
Para o caminhoneiro, uma atitude dessas vira dor de cabeça na hora. Nesse caso, o motorista foi preso em flagrante por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, foi levado para a delegacia de plantão da Polícia Civil, e a carreta acabou apreendida e removida para um pátio credenciado.
Esse tipo de situação mostra como uma “gambiarra” pode virar prejuízo grande. Quem vive do trecho já enfrenta diesel caro, pneu, oficina, pedágio, espera para carregar, fila para descarregar e frete apertado. Quando entra problema com placa, balança e documento, a viagem para, a carga atrasa e a conta fica ainda mais pesada.
O crime de adulterar, esconder ou mudar placa e outros sinais de identificação de veículo está no artigo 311 do Código Penal, com pena que pode chegar de três a seis anos de prisão, além de multa. Na prática, tentar escapar de uma fiscalização pode custar muito mais caro do que regularizar a carga antes de pegar a estrada.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 8 de maio de 2026 20:40
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