
Foto: Reprodução / Estradão
Dados internacionais mostram que a falta de profissionais no volante já afeta entregas, fretes e a rotina pesada dos caminhoneiros na estrada.
A falta de caminhoneiro virou um problema mundial, mas um país aparece na frente quando o assunto é número total de vagas abertas: a China. Segundo dados ligados ao relatório global da IRU, organização internacional do transporte rodoviário, o país asiático concentra o maior buraco no setor. Em 2024, a estimativa divulgada por veículos especializados que repercutiram o levantamento apontou cerca de 2,9 milhões de postos sem preenchimento por lá.
Esse número impressiona porque mostra que o problema não está só em país pequeno ou em mercado isolado. A China tem uma frota enorme, cidades gigantes, indústria forte e muita mercadoria rodando todos os dias. Quando falta gente no volante, a carga atrasa, o frete pesa, a empresa perde prazo e a rotina de quem já está na estrada fica ainda mais puxada.
A IRU informou que, no grupo de 36 países analisados, existem 3,6 milhões de vagas não preenchidas no transporte rodoviário de carga. O levantamento também mostra que a dificuldade é estrutural, não é apenas uma fase ruim do mercado. Mais de 40% das empresas pesquisadas disseram enfrentar dificuldade severa ou muito severa para contratar.
O ponto mais preocupante é a idade da categoria. No estudo, profissionais com menos de 25 anos representam só 6,5% da força de trabalho, enquanto quase um terço já tem mais de 55 anos. A própria IRU estima que 3,4 milhões devem se aposentar até 2029 nos países analisados.
Menos gente disponível significa mais pressão em quem aceita viagem, mais espera em pátio, mais cobrança por prazo e mais risco de jornada cansativa. O caminhão pode até estar pronto, mas sem condutor habilitado a mercadoria não sai do lugar.
A China lidera em número absoluto, mas outros lugares também sentem o aperto. A IRU já havia projetado que, sem medidas para atrair e manter profissionais, o déficit chinês poderia chegar a 4,9 milhões até 2028. No mesmo cenário, a Europa poderia chegar a 745 mil vagas abertas e a Turquia a 200 mil.
Para quem vive da boleia, o recado é claro. O mundo precisa do transporte rodoviário, mas ainda trata mal muita gente que faz a carga chegar. Falta descanso decente, respeito em ponto de entrega, segurança em parada e caminho mais fácil para jovens entrarem na profissão.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 21 de maio de 2026 20:19
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