Transprotadora é condenada a pagar R$ 10 mil a cada funcionario com jornada de 12 horas

Motoristas teriam dirigido caminhões carregados por até 12 horas, sem descanso adequado, em estradas rurais e rodovias.
Jornada de caminhoneiros expõe rotina dura nas estradas
A Justiça do Trabalho condenou a empresa Novo Horizonte Logística Ltda. por submeter caminhoneiros a jornadas consideradas exaustivas, com até 12 horas de trabalho e sem os descansos obrigatórios. A decisão veio após ação do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul.
Segundo a apuração, os motoristas chegavam a trabalhar no período da noite, das 17h às 5h, por vários dias seguidos. A rotina incluía dirigir caminhões carregados com mais de 60 toneladas durante a madrugada, passando por estradas rurais e rodovias.
Para quem vive na estrada, esse tipo de jornada pesa no corpo, no bolso e na segurança. O caminhoneiro enfrenta sono, pressão por entrega, risco de acidente, espera em carga e descarga e pouco tempo real para descansar.
A decisão determinou que a empresa cumpra os limites de horas extras, respeite o descanso semanal de 24 horas e garanta as 11 horas mínimas de repouso entre jornadas. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 10 mil por irregularidade e por trabalhador prejudicado.
O caso reforça uma realidade conhecida no transporte: quando a rotina passa do limite, quem paga primeiro é o motorista, mas o risco também chega para todos que dividem a estrada
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