Agronegócio

Colheitadeira de quase R$ 10 milhões mostra o tamanho da conta no campo

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Colheitadeira de quase R$ 10 milhões mostra o tamanho da conta no campo

A colheitadeira New Holland CR11 virou um símbolo do quanto a tecnologia no campo chegou a outro patamar. O modelo, apresentado no Brasil durante a Agrishow, aparece entre as máquinas agrícolas mais caras já divulgadas ao produtor, com valor que pode chegar a US$ 2 milhões, algo perto de R$ 10 milhões quando convertido para o real, dependendo da cotação e da configuração escolhida.

Não é uma máquina feita para qualquer propriedade. A CR11 mira grandes áreas de soja, milho e outras culturas de alta escala, onde cada hora parada pesa no bolso. Em uma fazenda grande, perder tempo na colheita pode atrasar caminhões, travar armazém, aumentar fila no carregamento e empurrar prejuízo para toda a operação.

O preço assusta, mas a proposta da máquina está justamente em colher mais em menos tempo. Ela vem com motor de 775 cavalos, tanque graneleiro de 20 mil litros e plataforma de 61 pés. Isso significa menos paradas para descarregar, mais área colhida por jornada e maior ritmo na retirada dos grãos da lavoura.

Esse tipo de equipamento também muda a vida de quem trabalha em volta da safra. Quando uma colheitadeira desse porte entra no campo, a operação precisa estar redonda. O caminhoneiro precisa chegar no horário, o operador precisa ter treinamento, o transbordo não pode atrasar e o armazém precisa receber o volume sem gargalo. Uma máquina cara parada no talhão não é só um problema mecânico, é dinheiro parado.

A CR11 também mostra uma virada no agro: a máquina agrícola deixou de ser apenas força bruta. Hoje ela carrega sensores, telas, câmeras, automação e sistemas que ajudam a reduzir perda de grãos. Para o produtor grande, perder menos durante a colheita pode fazer diferença enorme no fechamento da safra.

O valor de quase R$ 10 milhões coloca a colheitadeira em uma realidade distante da maioria dos produtores, mas ajuda a mostrar o tamanho do investimento feito por grandes fazendas para ganhar velocidade, escala e precisão. No fim da linha, essa tecnologia também afeta o transporte da produção, porque uma colheita mais rápida exige mais caminhões, mais organização e menos espaço para improviso.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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