A garagem de José Rico tinha uma conta de IPVA que passava de R$ 490 mil por ano

José Rico não ficou marcado apenas pela voz forte ao lado de Milionário. Fora dos palcos, o cantor também carregava uma fama ligada aos carros. A garagem dele reunia modelos de luxo, veículos raros e uma conta anual de IPVA que passava de R$ 490 mil.
A informação veio à tona no fim de 2014, poucos meses antes da morte do cantor, em março de 2015. Na época, Milionário revelou que o parceiro mantinha uma coleção com cerca de 72 veículos. O próprio José Rico confirmou o valor gasto com o imposto, que chamava atenção pelo tamanho da frota.
O ponto mais importante é que esse valor não era referente a apenas um carro. A quantia de mais de R$ 490 mil por ano estava ligada ao conjunto da coleção. Dentro dessa garagem, cerca de 40 veículos seriam da BMW, marca conhecida por modelos de alto valor e manutenção cara.
Entre os carros mais lembrados da frota estava a F-Maxx, uma picape gigante feita no Brasil pela Tropical Cabines. O modelo usava base de caminhão Ford e tinha dimensões bem acima de uma picape comum. A F-Maxx ficou famosa pelo tamanho, pelo peso e pela produção limitada, com poucas unidades feitas ao longo dos anos.
Na prática, uma coleção desse porte explicava a conta alta. O IPVA costuma ser calculado com base no valor venal do veículo e na alíquota definida por cada estado. Em São Paulo, carros de passeio costumam ter alíquota maior que caminhões, por exemplo. Quando a garagem soma dezenas de veículos caros, a conta anual cresce rápido.
A frota de José Rico virou parte da imagem extravagante do cantor. Ele gostava de carros grandes, chamativos e diferentes do padrão. A F-Maxx ajudava a reforçar esse perfil, mas o valor milionário de IPVA vinha da soma da garagem inteira, não só da picape.
O número impressiona porque transforma uma obrigação comum para qualquer dono de veículo em algo fora da realidade da maioria dos brasileiros. Enquanto muita gente já sente o peso de um único IPVA no começo do ano, José Rico lidava com uma despesa anual que passava de meio milhão de reais apenas para manter a documentação da coleção em dia.
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