Único Flecha de Prata em atividade em Minas, ônibus de 1975 ainda leva moradores

Um ônibus fabricado em 1975 ainda segue trabalhando em uma linha rural de Minas Gerais e virou um verdadeiro achado para quem gosta de veículos antigos. O modelo é um Ciferal Flecha de Prata LP 1113, usado pela Aviação Freitas na ligação entre a região da Catita e a cidade de Maravilhas.
O veículo, conhecido pelos moradores como o ônibus da Catita, mantém uma rotina simples, mas essencial. Ele sai da zona rural pela manhã, leva passageiros até a cidade e retorna por volta das 11h. No caminho, carrega gente, compras, mantimentos, remédios e pequenas encomendas. É aquele tipo de serviço que ainda faz parte da vida de muita comunidade do interior.
A linha funciona às segundas, quartas e sextas-feiras. A saída acontece por volta das 7h, passando por pontos da Catita, como Catita do Meio, Catita de Cima, Catita de Baixo, Mangabeiras, Várzea da Venda e Chácara. A viagem custa R$ 11 e pode durar perto de duas horas, dependendo das paradas e do movimento do dia.
O Ciferal Flecha de Prata chama atenção pelo visual clássico, pela carroceria antiga e pelo clima de memória que carrega. O ônibus tem 38 poltronas e segue sendo usado em um trajeto onde a pressa não é o principal. Ali, cada parada também serve para conversa, entrega de mercadoria e reencontro entre conhecidos.
Durante a viagem, moradores lembram histórias antigas da linha, incluindo a famosa parada do café do João Dedé, ponto que virou referência para quem passava pelo caminho. Esse tipo de detalhe mostra que o ônibus não é apenas um veículo velho em operação. Ele faz parte da rotina e da lembrança de quem vive na região.
O modelo Flecha de Prata foi um dos nomes marcantes da Ciferal. Ele ficou conhecido pelo acabamento em alumínio, pelas linhas retas e pelo desenho que marcou época em empresas de ônibus pelo Brasil. Décadas depois, encontrar um exemplar ainda em serviço regular é algo raro.
A Aviação Freitas, com sede em Papagaios, também faz parte dessa história. A empresa já operou outras linhas na região e segue ligada ao serviço local, principalmente em fretamento, turismo e atendimento rural. No caso da Catita, o velho Flecha de Prata ainda cumpre seu papel diário, ligando o campo à cidade com a mesma proposta de sempre: levar quem precisa ir e trazer o que precisa chegar.
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