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Salário abre caminho para estrangeiros como motorista de ônibus

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Salário abre caminho para estrangeiros como motorista de ônibus

O aumento de trabalhadores estrangeiros com carteira assinada no Brasil começa a aparecer também nas conversas sobre vagas no setor de ônibus. Ainda não existe um recorte público simples mostrando quantos estrangeiros atuam exatamente como motoristas de ônibus, mas o avanço da mão de obra migrante no mercado formal ajuda a explicar por que essa pauta ganhou força.

Dados do OBMigra mostram que o número de trabalhadores migrantes formais cresceu 54% entre 2023 e 2025. A maior presença é de venezuelanos, seguidos por haitianos e cubanos. Esse movimento não significa que a maioria dos motoristas estrangeiros de ônibus venha da Venezuela, mas mostra que esse grupo já tem forte participação no trabalho com carteira assinada no país.

O salário pode ser um dos motivos para esse interesse. No Brasil, a média para motorista de ônibus urbano fica perto de R$ 2,9 mil por mês, enquanto o motorista rodoviário aparece em torno de R$ 2,8 mil. Em algumas regiões, acordos, horas extras, benefícios e jornadas diferentes podem deixar o valor mais atrativo para quem busca estabilidade, principalmente quando a comparação é feita com a realidade econômica de países vizinhos.

Para as empresas, o tema também passa pela falta de profissionais. O setor de ônibus enfrenta dificuldade para contratar e manter motoristas, principalmente por causa da rotina pesada, escala apertada, trânsito, pressão de horário e responsabilidade com dezenas de passageiros. Em linhas urbanas, o trabalho exige atenção o dia inteiro. Em viagens rodoviárias, entram ainda distância, espera em terminais, noites fora de casa e desgaste físico.

Nesse cenário, estrangeiros com documentação regular, habilitação compatível e adaptação às regras brasileiras podem virar uma alternativa para empresas que precisam manter frota rodando. A contratação, porém, não é automática. O motorista precisa cumprir exigências legais, ter preparo, conhecer a operação e passar por treinamentos ligados ao transporte de passageiros.

A entrada de estrangeiros na direção de ônibus mostra uma mudança silenciosa no mercado. O Brasil recebe mais trabalhadores migrantes, o setor precisa de mão de obra e o salário pode pesar na decisão de quem busca uma ocupação formal. Ainda falta um número fechado sobre motoristas de ônibus estrangeiros, mas o movimento geral já indica que essa presença tende a ser cada vez mais observada pelas empresas.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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