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Com preço elevado, bife some do prato do brasileiro e dá lugar a opções mais baratas

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Com preço elevado, bife some do prato do brasileiro e dá lugar a opções mais baratas

O preço da carne bovina continua mudando as escolhas dentro dos supermercados brasileiros. Mesmo com uma queda de 0,64% nas carnes em junho de 2026, registrada pelo IBGE, os valores ainda carregam reajustes dos meses anteriores. Em dezembro de 2025, as carnes subiram 1,48%, com avanço de 2,39% no contrafilé, 1,99% na alcatra e 1,89% na costela.

Com o orçamento apertado, parte das famílias passou a comprar carne vermelha com menos frequência. O bife do dia a dia está sendo alternado com coxa e sobrecoxa de frango, ovos, pernil suíno, linguiça e cortes bovinos próprios para panela. A mudança não representa o fim da carne de boi no prato, mas mostra uma busca maior por alimentos que rendem mais refeições.

Os números do setor acompanham essa transformação. A Associação Brasileira de Proteína Animal projeta consumo de 47,3 quilos de carne de frango por pessoa em 2026, acima dos 45,5 quilos registrados em 2024. Para a carne suína, a estimativa passou de 18,6 para 19,5 quilos no mesmo período. O consumo de ovos pode chegar a 307 unidades por habitante neste ano, contra 269 unidades em 2024.

A maior procura por proteínas mais baratas acontece enquanto a carne bovina brasileira mantém forte presença no mercado internacional. No primeiro semestre de 2026, o país exportou 1,705 milhão de toneladas, crescimento de 15,5% sobre o mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2%.

O ritmo das vendas externas ajuda a sustentar o valor do boi e dos cortes vendidos pelos frigoríficos. A Conab também trabalha com uma redução de 3,5% na produção bovina em 2026 e disponibilidade próxima de 31,6 quilos por pessoa. Com uma oferta menor, a carne vermelha perde competitividade diante das outras proteínas.

Ao mesmo tempo, a produção nacional de frango e carne suína deve continuar avançando. A Conab estima produção total de 32,3 milhões de toneladas das três principais carnes em 2026, volume recorde puxado principalmente pelos setores de aves e suínos. Essa oferta maior facilita promoções e amplia as opções encontradas no varejo.

Nos açougues e mercados, a adaptação aparece em porções menores e no aproveitamento integral dos alimentos. Frango inteiro, carne moída, fígado, moela e ovos ganham espaço porque permitem receitas diferentes durante a semana. Feijão, lentilha e soja também completam as refeições quando a carne bovina não entra em promoção. No dia a dia, a escolha depende do preço visto na prateleira.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.