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Carne bovina fica mais cara, enquanto consumo de frango e carne suína aumenta no Brasil

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Carne bovina fica mais cara, enquanto consumo de frango e carne suína aumenta no Brasil
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A troca já aparece no carrinho de supermercado. Com o preço da carne bovina subindo, mais famílias passaram a olhar com atenção para o frango e a carne suína, que costumam render mais refeições sem pesar tanto no bolso. A Conab aponta que as proteínas mais baratas vêm fazendo concorrência direta ao boi.

Os números ajudam a mostrar essa mudança. A Associação Brasileira de Proteína Animal projetou que o consumo de frango passaria de 45,5 quilos por pessoa em 2024 para 46,8 quilos em 2025. No caso da carne suína, a estimativa subiu de 18,6 para 19 quilos por habitante no mesmo período.

A carne bovina seguiu caminho diferente. A Conab estimou queda na disponibilidade por pessoa, de 32,7 quilos em 2024 para 30 quilos em 2025. Esse indicador não mede exatamente o que cada brasileiro come, mas mostra quanto produto fica disponível no mercado interno depois de considerar produção, importações e exportações.

O preço ajuda a explicar a troca. Dados do IPCA mostraram que o grupo das carnes acumulou alta de 20,84% em 2024. Quando o quilo do bife sobe mais rápido que a renda, cortes bovinos deixam de aparecer toda semana e passam a ser comprados em menor quantidade, geralmente durante promoções.

Para quem recebe salário mínimo, a conta fica ainda mais apertada. Em outubro de 2024, a cesta básica consumia, em média, 51,72% do salário mínimo líquido nas capitais pesquisadas pelo Dieese. Em São Paulo, o gasto chegava a 61,70%. Depois de pagar arroz, feijão, óleo, aluguel, luz e transporte, sobra pouco espaço para carnes mais caras.

O frango ganha terreno porque tem preço mais acessível, preparo simples e várias opções de corte. Peito, coxa, sobrecoxa e frango inteiro permitem ajustar a compra ao dinheiro disponível. A carne suína também avançou com pernil, bisteca e lombo aparecendo como alternativas ao boi. A própria Conab informou que o consumo interno de carne suína foi favorecido pelos preços mais competitivos diante da carne bovina.

Isso não significa que o Brasil esteja produzindo pouco boi. O IBGE registrou recorde de abate bovino em 2024, com 39,27 milhões de cabeças. Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina também bateram recorde, chegando a 2,55 milhões de toneladas. Parte maior da produção foi para fora, enquanto o consumidor brasileiro encontrou preços altos no balcão.

No prato, o bife perdeu frequência. Frango, carne suína, ovos e preparos com carne moída passaram a ajudar famílias a esticar o orçamento do mês.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.