Por que os brasileiros estão trocando a carne vermelha por frango e porco?

O brasileiro está colocando menos carne vermelha no prato e mais frango e porco. A razão? O preço. Com a inflação alta nos últimos anos, o boi virou artigo de luxo para muitas famílias, enquanto o frango e o suíno se tornaram opções mais acessíveis no mercado.
O que mudou no bolso do consumidor
A carne bovina, que já foi a queridinha do churrasco, hoje pesa no orçamento. Segundo dados da indústria alimentícia, o preço médio do quilo da carne de boi subiu mais de 30% em 2025, enquanto o do frango e do porco teve reajustes menores, na casa dos 15%. Essa diferença faz com que as famílias repensem suas compras no supermercado.
O frango, por exemplo, é uma proteína que não falta na mesa. É versátil, fácil de preparar e, na maioria das vezes, cabe no orçamento. O mesmo vale para o porco, que também ganhou espaço nos lares brasileiros. Comer carne vermelha uma vez por semana virou rotina para muitos, enquanto frango e suíno aparecem quase todos os dias.
Como a inflação afeta a alimentação
A alta nos preços não é novidade. Desde 2022, a inflação tem corroído o poder de compra dos brasileiros, e a carne bovina foi uma das primeiras a sentir o impacto. Com menos dinheiro no bolso, as pessoas passaram a buscar alternativas mais baratas, mesmo que isso signifique mudar hábitos alimentares de anos.
O resultado é uma mudança no perfil de consumo. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita de frango no Brasil deve ultrapassar 47 quilos em 2026, enquanto o de carne bovina deve cair para menos de 25 quilos. O porco também segue na mesma direção, com um aumento de 8% no consumo nos últimos dois anos.
Para quem não quer abrir mão da carne vermelha, a solução tem sido comprar cortes mais baratos, como a costela ou a paleta, ou optar por marcas mais populares. Mas mesmo assim, o impacto no bolso é grande. Muitas famílias estão reduzindo a quantidade ou substituindo completamente por outras proteínas.
Comentários
0