Confusão durante greve termina com caminhoneiro derrubado por soco de PM

Um vídeo gravado durante a paralisação de caminhoneiros no acesso ao Porto de Santos registrou um policial militar acertando um soco no rosto de um manifestante. O homem caiu logo depois do golpe. A confusão aconteceu na manhã de terça-feira, 14 de julho, na Avenida Engenheiro Augusto Barata, na região da Alemoa, um dos principais caminhos para os terminais portuários.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caminhoneiro, de 46 anos, teria arremessado uma pedra contra o para-brisa de outro caminhão que passava pelo local. A pasta informou ainda que ele resistiu à abordagem e avançou contra os policiais. As imagens mostram agentes com armas apontadas enquanto o homem se aproxima e tenta atingir a equipe.
Na sequência, outros participantes da manifestação se aproximaram para tentar impedir a detenção. Durante o confronto, um dos PMs deu o soco que derrubou o caminhoneiro. Ele foi levado a um pronto-socorro, recebeu atendimento médico e depois foi encaminhado ao 5º Distrito Policial de Santos. Após prestar depoimento, acabou liberado.
A SSP informou que a Polícia Militar apura todas as circunstâncias da abordagem. A corporação também analisa as gravações das câmeras operacionais portáteis utilizadas pelos agentes envolvidos na ocorrência.
Em outro momento da mobilização, Luciano Santos, presidente do Sindicam-Santos, foi atingido no rosto por um agente químico enquanto conversava com policiais. Não foi possível identificar pelas imagens qual produto foi utilizado. O sindicato havia comunicado previamente a realização do protesto às autoridades e apresentado o movimento como pacífico.
A paralisação começou na segunda-feira, 13 de julho, para pressionar o Senado a votar a MP 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. A proposta reforça a fiscalização do piso mínimo, exige o registro das operações por meio do CIOT e amplia as punições ligadas ao descumprimento dos valores mínimos.
O protesto provocou congestionamento na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Cubatão, e afetou linhas de ônibus intermunicipais. Nos terminais, a Autoridade Portuária informou inicialmente que as atividades seguiam praticamente normais, com impactos pontuais na movimentação de navios.
Na tarde de terça-feira, o Senado aprovou o texto, mas retirou o piso salarial mensal de R$ 5 mil incluído durante a tramitação. A proposta seguiu para sanção presidencial, enquanto a paralisação no Porto de Santos foi encerrada no fim do dia.
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