Desmanche de ônibus em Orlândia reúne peças raras de grandes clássicos

Um pátio localizado em Orlândia, no interior de São Paulo, reúne ônibus que fizeram parte da história de diferentes empresas do país. Entre carrocerias antigas, veículos sem motor e peças já retiradas, o Desmanche do Parreira virou um ponto de interesse para colecionadores, restauradores e admiradores de modelos clássicos.
A visita registrada no local mostra exemplares que passaram por empresas como Aviação Garcia, Rotas e São Luiz. Alguns veículos ainda conservam bancos, painéis, janelas, bagageiros e componentes da cabine. Outros já estão em fase avançada de desmontagem, com partes mecânicas e acabamentos separados para venda.
Um dos modelos observados é um Marcopolo Viaggio da geração G5 montado sobre chassi Scania K113 CL. O ônibus aparece sem motor e sem o banco do condutor, mas ainda mantém detalhes da cabine, como alavanca de câmbio, partes do painel e estruturas originais. As poltronas, apesar da poeira e do tempo parado, permanecem aproveitáveis em determinados pontos.
O interior também guarda marcas de outra época. Alguns apoios de braço possuem pequenos cinzeiros, item comum quando fumar dentro de ônibus ainda era permitido. Luminárias, revestimentos, válvulas de porta, vidros de correr e estruturas metálicas mostram como eram construídos os veículos rodoviários e convencionais de décadas passadas.
A excursão até o desmanche foi feita em um Tecnobus Tribus 4 ligado à história da Itapemirim. O modelo transportou o grupo de São Paulo até Orlândia e também serviu para levar peças compradas no pátio, incluindo poltronas leito colocadas no bagageiro. O Tribus marcou presença na frota da empresa e ganhou espaço entre os ônibus mais lembrados pelos fãs do setor.
No desmanche de ônibus em Orlândia, é possível encontrar desde peças pequenas até conjuntos maiores. Motores, câmbios, diferenciais, portas, frentes, tampas de bagageiro, bancos e painéis podem ganhar uso em restaurações, projetos particulares ou reposição em veículos ainda ativos.
O transporte das peças maiores exige planejamento. Bancos, portas e partes de carroceria ocupam bastante espaço e normalmente precisam de caminhonete, caminhão pequeno ou bagageiro amplo. Já itens menores, como instrumentos do painel, luminárias e acabamentos internos, são procurados por quem restaura ônibus antigos e enfrenta dificuldade para encontrar componentes originais.
Cada carroceria mantém sinais de empresas, viagens e épocas diferentes, enquanto as peças retiradas podem conservar outros veículos em funcionamento sem perder completamente a identidade visual de cada período.
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