Primeiro biarticulado do Brasil reaparece preservado em exposição de Curitiba

O primeiro biarticulado do Brasil reapareceu preservado na Exponi 50, em Curitiba, cercado por modelos que ajudam a contar a evolução dos ônibus urbanos da capital paranaense. O veículo, com carroceria Ciferal Megabus e chassi Volvo B58, foi uma das atrações da 11ª edição da exposição, realizada em novembro de 2025 na garagem da Auto Viação Redentor.
A mostra reuniu ônibus antigos, veículos restaurados e modelos mais modernos. A edição também homenageou os 50 anos do Sistema Expresso de Curitiba, implantado em 1974 e reconhecido pela organização dos corredores exclusivos e das estações de embarque. Entre os exemplares expostos estavam ônibus convencionais, articulados e biarticulados de diferentes épocas.
Para os visitantes, o conjunto funcionou como uma linha do tempo, mostrando a passagem dos antigos ônibus expressos de carroceria convencional para veículos maiores, preparados para atender corredores com grande movimento de passageiros.
O Ciferal Megabus ganhou espaço especial por representar uma mudança importante na capacidade do sistema. Os primeiros biarticulados começaram a circular em Curitiba no segundo semestre de 1992, inicialmente no eixo Centro-Boqueirão. A primeira frota tinha 30 unidades prateadas, com 24,5 metros de comprimento e capacidade aproximada para 200 passageiros.
Todos usavam chassi Volvo B58. Do total, 12 receberam carroceria Ciferal Megabus e 18 foram montados com carroceria Marcopolo Torino. O projeto foi desenvolvido a partir de uma parceria iniciada no fim dos anos 1980 entre a Prefeitura de Curitiba e a Volvo, que mantém fábrica na Cidade Industrial de Curitiba.
O exemplar preservado mantém detalhes que marcaram aquela geração, como as portas largas, o posto de condução com comandos analógicos, o volante característico da Volvo e o salão comprido dividido pelas duas articulações. As janelas, os balaústres e parte dos acabamentos internos também ajudam a mostrar como era a experiência de viajar nos primeiros veículos desse porte.
A exposição colocou o pioneiro ao lado de gerações seguintes, como o Marcopolo Torino sobre chassi Volvo B10M e o Caio Millennium equipado com Volvo B12M. A comparação permite observar mudanças no painel, na suspensão, no acabamento, na potência e nos sistemas eletrônicos adotados ao longo das décadas.
A evolução continua nos projetos elétricos. A Volvo já oferece o chassi BZRT elétrico em configuração biarticulada, com até 27,6 metros e capacidade para até 250 passageiros. O modelo usa dois motores elétricos e baterias modulares, mantendo a proposta de alta capacidade que transformou os grandes ônibus em uma marca visual de Curitiba.
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