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Ônibus

Motorista de ônibus já foi símbolo de elegância, mas a tradição perdeu espaço

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Motorista de ônibus já foi símbolo de elegância, mas a tradição perdeu espaço
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Durante muitos anos, o motorista de ônibus rodoviário era reconhecido de longe. Camisa social bem passada, gravata, sapato limpo e postura séria faziam parte da imagem de quem levava passageiros por longas distâncias.

Esse padrão perdeu espaço. Em várias empresas, a roupa social foi trocada por camisa polo, calça mais simples e tênis. Para passageiros antigos, o motorista deixou de transmitir aquela aparência de profissional respeitado que fazia parte das viagens de décadas atrás.

Parte do público coloca a culpa nos profissionais mais novos. Só que a escolha da roupa nem sempre depende deles. O uniforme costuma ser definido pela empresa, que também precisa fornecer peças adequadas para o trabalho.

O salário pode ajudar a explicar a perda de prestígio. Um levantamento baseado em registros do Caged aponta remuneração média de R$ 2.879,83 para motoristas de ônibus rodoviário, com jornada próxima de 43 horas semanais. O valor muda conforme a região, a empresa e os acordos coletivos.

Além de dirigir por horas, o motorista precisa enfrentar trânsito, viagens noturnas, cobrança de passageiros e responsabilidade por dezenas de vidas. Quando o pagamento não acompanha esse peso, a profissão perde interessados e parte das antigas exigências acaba ficando de lado.

A gravata também pode ser pouco confortável dentro de uma cabine quente ou durante jornadas longas. Mesmo assim, motoristas veteranos defendem que roupas bem cuidadas, ainda que mais modernas, ajudam a recuperar o respeito que a categoria já teve.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.