Na Europa, iPhone cabe no salário de um caminhoneiro; no Brasil, pode custar vários meses de trabalho

Um caminhoneiro brasileiro trabalhando na Europa pode comprar um iPhone de última geração à vista usando menos de um salário mensal. No Brasil, o mesmo aparelho pode custar o equivalente a vários meses de trabalho.
Considerando os valores relatados por motoristas brasileiros na Europa, os ganhos iniciais ficam entre €2.600 e €3.200. Na Espanha, o iPhone 17 Pro Max aparece na loja oficial da Apple a partir de €1.469.
Isso significa que o aparelho consome entre 46% e 56% do salário citado. Depois da compra, ainda restariam entre €1.131 e €1.731, antes dos gastos com alimentação, moradia, impostos e outras despesas.
A diferença aumenta quando a comparação é feita com o Brasil. O iPhone 17 Pro Max custa a partir de R$12.499, enquanto a versão de 2 TB chega a R$18.499 na tabela oficial da Apple.
Dados baseados no Caged apontam salário médio próximo de R$2.700 para motoristas de caminhão contratados pelo regime CLT. A própria ANTT mantém um painel com salários e remunerações da categoria.
Usando R$3 mil como referência mensal, o modelo de entrada representa pouco mais de quatro salários completos. A versão mais cara passa de seis salários, sem considerar aluguel, alimentação, combustível e contas da família.
A comparação não leva em conta conversão entre euro e real. Ela mostra o poder de compra de quem recebe e gasta na moeda local: na Europa, o preço do aparelho cabe dentro de um salário; no Brasil, o trabalhador precisaria guardar todo o pagamento durante vários meses.
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