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Caminhoneiro

Salário de caminhoneiro de carteira assinada não rende como no passado

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O caminhoneiro contratado pela CLT não vive mais como antigamente. O salário médio da categoria gira em torno de R$ 2.700 a R$ 2.800 brutos por mês, segundo dados do CAGED.

Há dez ou quinze anos o valor rendia bem mais. Em 2010 a renda média da categoria equivalia a quase seis salários mínimos. Hoje fica perto de quatro. O dinheiro entra e sai rápido com as contas do dia a dia.

Muitos motoristas preferem a carteira assinada justamente pela estabilidade. Têm férias, 13º e não precisam se preocupar com manutenção do caminhão. Mas o padrão de vida mudou. O luxo de outrora ficou para trás.

Quem roda por conta própria fatura mais no bruto, mas gasta quase tudo com diesel, pneu e pedágio. No final, o CLT e o autônomo sentem o mesmo aperto no bolso.

A pesquisa do perfil do caminhoneiro mostra que a renda nominal até subiu nos últimos anos. Saiu de R$ 3.200 em 2021 para cerca de R$ 6 mil em alguns levantamentos. Só que o custo de vida comeu grande parte desse ganho.

Hoje o motorista de carteira assinada consegue pagar as contas básicas, mas sobra pouco. Comprar um carro melhor, reformar a casa ou viajar com a família virou coisa rara. A maioria vive no limite.

A rotina pesada continua a mesma. Muitos passam dias longe de casa e enfrentam insegurança nas estradas. O salário estabilizou, mas o poder de compra não voltou ao que era.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.