Poder de compra dos caminhoneiros aumentou? Veja o que mudou nos gastos na estrada
O aumento do preço do diesel voltou a pesar no orçamento dos caminhoneiros em setembro de 2026. O litro do diesel S10 chegou à média de R$ 7,13 no Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) referente à semana de 13 a 19 de setembro. O valor representa uma alta de 3,48% em relação à semana anterior.
O frete também ficou mais caro. Dados do Índice de Frete Rodoviário da Edenred mostram que o valor médio por quilômetro rodado passou de R$ 8,63 em julho para R$ 8,72 em agosto, uma alta de 1,04%. O aumento, porém, não significa necessariamente que os motoristas estejam ganhando mais.
Para quem trabalha com caminhão próprio, parte do dinheiro recebido pelo transporte precisa cobrir combustível, manutenção, pneus, seguro e outras despesas da atividade. Quando esses gastos aumentam, o valor que sobra para o motorista pode diminuir, mesmo que ele consiga cobrar mais pelo frete.
Em julho, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os coeficientes dos pisos mínimos de frete, considerando a inflação acumulada de 3,54% entre dezembro de 2025 e maio de 2026 e o preço de referência do diesel S10 de R$ 6,97 por litro.
Os dados disponíveis mostram aumentos nos preços do diesel e do frete, mas não permitem afirmar que houve crescimento generalizado do poder de compra dos caminhoneiros. Para medir essa mudança, seria necessário comparar o rendimento líquido dos profissionais com a evolução de suas despesas pessoais e de trabalho ao longo do mesmo período.
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