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Brasileiro troca bife por ovo e preço ajuda a explicar mudança

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Brasileiro troca bife por ovo e preço ajuda a explicar mudança
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O bife tem lugar no prato do brasileiro, mas ficou mais difícil colocá-lo na mesa. O preço da carne bovina e a renda apertada abriram espaço para proteínas mais baratas, como ovos, frango e carne suína.

A mudança aparece nos números da Conab. A disponibilidade de carne bovina recuou de 36 quilos por habitante em 2024 para 35 quilos em 2025. O indicador mede quanto do produto ficou disponível no mercado brasileiro depois de considerar produção, importações e exportações. Não é uma pesquisa dentro das casas, mas ajuda a mostrar o movimento da oferta interna.

A própria Conab relacionou a demanda mais fraca ao baixo poder de compra da população diante de outras proteínas animais. Em outubro de 2025, o quilo do traseiro bovino no atacado paulista custava R$ 24,02, alta anual de 8,1%. O dianteiro chegou a R$ 17,87, avanço de 3,59%.

Enquanto o bife pesou mais no bolso, o ovo avançou. Dados da ABPA indicam que o consumo chegou a 269 unidades por pessoa em 2024, alta de 11,2% sobre 2023. A estimativa para 2025 ficou perto de 287 ovos por habitante.

A produção acompanhou esse apetite. O IBGE registrou 4,67 bilhões de dúzias de ovos em 2024, crescimento de 10% em um ano. O volume maior ajudou o alimento a chegar com facilidade a supermercados, mercadinhos e feiras.

Na conta diária, a troca faz sentido. Dois ou três ovos podem substituir o bife em uma refeição por um gasto menor. O preparo é rápido e cabe em diferentes horários, do café da manhã ao jantar. Esse uso mais amplo deixou o produto menos preso à ideia de acompanhamento.

O preço, porém, não explica tudo sozinho. Ovos ficaram mais caros em meses como fevereiro de 2025, quando o IPCA apontou alta acumulada de 15,39%. Ainda assim, o valor por porção costuma permanecer abaixo de cortes bovinos.

As exportações de carne bovina também mexeram nessa conta. Entre janeiro e outubro de 2025, os embarques cresceram 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com mais produto enviado ao exterior, a quantidade destinada ao mercado interno diminuiu, mesmo com produção alta.

Isso não significa que o brasileiro abandonou a carne vermelha. A compra ficou mais seletiva: cortes baratos entram nas promoções, enquanto ovos, frango e porco ocupam mais refeições durante a semana. A escolha muda conforme a renda, a região e o preço encontrado no dia.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.