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Caminhoneiro

Quais documentos são necessários para trabalhar como caminhoneiro na Europa? Veja lista e valores

5 minutos de leitura
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O brasileiro que pretende trabalhar como caminhoneiro na Europa precisa preparar bem mais do que passaporte e CNH. Para dirigir profissionalmente, entram na documentação visto de trabalho, autorização para trabalhar, habilitação aceita pelo país, qualificação profissional e cartão do tacógrafo.

Não existe uma única regra para toda a Europa. Cada país decide como reconhecer uma habilitação emitida fora da União Europeia. A própria União Europeia orienta motoristas com carteira de países de fora do bloco a consultar as regras do país onde irão morar e trabalhar.

Para deixar os valores mais claros, usamos abaixo a Polônia como referência, país que vem contratando motoristas brasileiros para operações internacionais.

Documento ou processoValor de referênciaQuem normalmente resolve
Passaporte brasileiroR$ 257,25Motorista
Visto nacional de trabalho tipo D na Polônia€ 135Motorista
Autorização de trabalho acima de 3 meses400 PLNEmpresa
Troca da habilitação estrangeira pela polonesa100 PLNMotorista
Curso acelerado para Código 952.700 a 2.900 PLN em ofertas de 2026Motorista ou empresa
Cartão de Qualificação do Motorista150 PLNMotorista/empresa
Cartão do tacógrafo140 PLN líquidos, conforme tabela oficialMotorista/empresa
Certificado para motorista estrangeiro em transporte internacional10 a 40 PLNEmpresa
Residência temporária e trabalho, quando necessária440 PLNMotorista
Exames médicos e psicológicosValor varia por clínicaMotorista/empresa
Traduções e apostilamentosValor varia conforme documentosMotorista

A emissão comum do passaporte brasileiro custa atualmente R$ 257,25, segundo a Polícia Federal. Esse é um dos primeiros gastos para quem ainda não possui o documento válido.

Visto e autorização para trabalhar

Para morar e trabalhar na Polônia por um período maior, um brasileiro normalmente precisa entrar no processo correto de imigração. O visto nacional tipo D custa € 135. A documentação inclui passaporte, comprovação do motivo da viagem, condições de permanência e cobertura de saúde ou seguro exigido no processo.

A autorização de trabalho é outra etapa. Na Polônia, o pedido feito por uma empresa para contratar um estrangeiro por mais de três meses tem atualmente uma taxa de 400 zlotys poloneses (PLN). Como o pedido é apresentado pelo empregador, esse custo normalmente entra no processo da transportadora.

CNH brasileira não resolve tudo

Ter CNH brasileira de categoria pesada ajuda, mas o motorista precisa verificar como ela será aceita no país onde foi contratado.

Na Polônia, a taxa administrativa para trocar uma habilitação estrangeira pela carteira polonesa é de 100 PLN. Dependendo do modelo e do país que emitiu a carteira, podem existir outras exigências. A legislação polonesa prevê exame teórico quando a habilitação estrangeira não segue os modelos previstos pelas convenções internacionais aceitas pelo país.

Para o transporte profissional europeu, o motorista também precisa ter habilitação compatível com o caminhão. Nas categorias europeias, C e CE estão entre aquelas destinadas aos veículos pesados e conjuntos com carreta.

Código 95 entra na conta

Um dos documentos que mais gera dúvidas entre brasileiros é o chamado Código 95. Ele comprova a qualificação profissional exigida de motoristas que trabalham no transporte rodoviário dentro das regras europeias.

Quando o código não pode ser lançado diretamente na carteira de habilitação, pode ser emitido um cartão de qualificação profissional reconhecido entre os países da União Europeia.

O curso não possui um preço único. Como referência real de 2026, cursos de qualificação inicial acelerada para transporte de cargas na Polônia, com 140 horas, aparecem na base da agência governamental PARP por valores entre 2.700 e 2.900 PLN.

Já a emissão do Cartão de Qualificação do Motorista tem taxa de 150 PLN na regulamentação polonesa.

Cartão do tacógrafo

O caminhoneiro também precisa do cartão pessoal usado no tacógrafo digital. É esse cartão que registra períodos de direção, descanso e outras atividades do profissional.

A Comissão Europeia informa que o motorista deve inserir seu cartão pessoal no tacógrafo antes de começar a dirigir. Os dados de atividade ficam armazenados e podem ser consultados durante fiscalizações.

Na Polônia, a regulamentação estabelece 140 PLN líquidos para análise do pedido e emissão do cartão do motorista.

Motorista brasileiro pode precisar de outro certificado

Para brasileiros contratados por transportadoras polonesas que realizam transporte internacional existe ainda o Certificado de Motorista, conhecido na legislação europeia como driver attestation.

Ele é exigido para determinados motoristas que não são cidadãos da União Europeia e trabalham em empresas polonesas realizando transporte internacional de mercadorias. O pedido é feito pela transportadora.

A taxa é pequena perto dos outros documentos: 10 PLN para certificado de até um ano, 15 PLN até dois anos, 20 PLN até três anos, 30 PLN até quatro e 40 PLN para validade de até cinco anos.

Para emitir esse documento, a empresa precisa apresentar informações sobre o emprego, habilitação, qualificação profissional, passaporte e registros ligados ao trabalhador.

Quanto o caminhoneiro pode gastar?

Somar todos esses valores como se fossem pagos pelo próprio motorista pode dar uma impressão errada. Parte da documentação pode ser custeada pela empresa contratante, principalmente autorização de trabalho, certificado do motorista e, em alguns contratos, Código 95, exames e outros procedimentos.

Além disso, tradução juramentada, apostilamento, exames médicos, exames psicológicos, passagem aérea e despesas até o primeiro salário mudam bastante de acordo com o país e com a empresa.

Antes de mandar dinheiro para um recrutador, o candidato deve pedir por escrito qual documento será pago pela empresa e qual ficará por conta do motorista. Uma proposta séria também deve informar nome da transportadora, endereço, salário, tipo de contrato e quem cuidará do visto e da autorização de trabalho.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.