Fila por cestas chama atenção em Lauro de Freitas e expõe procura por alimentos

Uma longa fila formada por moradores de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, ganhou repercussão nas redes sociais. As pessoas aguardavam para receber cestas de alimentos distribuídas em uma ação social da prefeitura.
As imagens que circulam na internet mostram a fila no bairro de Areia Branca. Algumas publicações afirmam que ela avançou por vários quarteirões e reuniu centenas de moradores. A existência da distribuição e da grande procura é confirmada por diferentes registros, embora não tenha sido encontrada uma informação oficial informando o tamanho exato da fila igual ao fila para receber osso de carne.
A Prefeitura de Lauro de Freitas mantém o programa Alimenta Lauro, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social, os CRAS. Em julho, por exemplo, uma nova etapa previa atender aproximadamente 600 famílias em seis unidades do município. Areia Branca estava entre os bairros contemplados.
Em junho, moradores atendidos pelos CRAS de Areia Branca e Itinga II também receberam cestas de hortifrutis com cerca de 20 quilos de alimentos.
A repercussão do vídeo também entrou no debate político por causa dos indicadores sociais da Bahia. O estado é governado por Jerônimo Rodrigues, do PT. Já Lauro de Freitas, responsável pela ação municipal mostrada nas publicações, é administrada pela prefeita Débora Regis, do União Brasil. Ela venceu a eleição de 2024 com 59,61% dos votos.
A afirmação de que a Bahia está entre os estados mais pobres do país encontra respaldo nos dados de renda. Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar mensal por pessoa no estado foi de R$ 1.465 em 2025, o sexto menor valor entre as unidades da Federação. A média brasileira ficou em R$ 2.316.
Também circula a informação de que há mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. Em fevereiro de 2026, a Bahia tinha 2,331 milhões de famílias beneficiárias, reunindo cerca de 5,7 milhões de pessoas, enquanto o Novo Caged registrava 2,245 milhões de vínculos de trabalho celetistas ativos.
Os números existem, mas a comparação precisa ser feita com cuidado: número de famílias atendidas pelo Bolsa Família, número de pessoas dessas famílias e quantidade de empregos formais são indicadores diferentes e não representam exatamente o mesmo grupo da população.
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