Brasileiro faz conta no corredor, cesta básica ainda pesa no salário
Fazer a compra do mês virou uma tarefa que exige cada vez mais conta para muitas famílias brasileiras. Mesmo com alguns alimentos ficando mais baratos nos últimos meses, o valor gasto no supermercado ainda ocupa uma parte grande do salário.
Em agosto, a cesta básica custava R$ 900,59 em São Paulo, o maior valor entre as 27 capitais pesquisadas pelo DIEESE e pela Conab. Rio de Janeiro, Cuiabá e Florianópolis também apareciam com valores acima de R$ 850.
A diferença fica ainda mais clara quando o preço é comparado com o salário mínimo de R$ 1.621. Pelos cálculos do DIEESE, o salário necessário para manter uma família de quatro pessoas deveria chegar a R$ 7.565,86 em agosto.
Na prática, isso aparece no carrinho. Carne, leite, pão, feijão, frutas e outros produtos básicos disputam espaço com contas de luz, aluguel, combustível e medicamentos. Algumas famílias acabam reduzindo quantidades, trocando marcas ou deixando determinados produtos para outra compra.
Os preços tiveram algum alívio recente. Segundo o IBGE, o grupo de alimentação e bebidas caiu 0,34% em agosto de 2026. O DIEESE também registrou redução no preço da cesta básica em 25 das 27 capitais entre julho e agosto.
Só que a queda de um mês não apaga os aumentos anteriores. Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, todas as capitais pesquisadas pelo DIEESE tiveram alta acumulada no preço da cesta básica. Em Porto Velho, por exemplo, o aumento chegou a 12,29%.
Por isso, mesmo quando tomate, batata ou outros itens ficam mais baratos por algumas semanas, a sensação no caixa continua pesada para quem precisa abastecer a casa inteira com um orçamento apertado.
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