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Depois das Casas Bahia, Marabraz pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões

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MARABRAZ-REDCUPERAÇÃO-JUDICIAL
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O varejo brasileiro ganhou mais um pedido de recuperação judicial. A Marabraz, tradicional rede de móveis e eletrodomésticos e concorrente das Casas Bahia, protocolou na Justiça de São Paulo um pedido para renegociar aproximadamente R$ 140 milhões em dívidas.

O pedido foi apresentado no sábado (15) à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e reúne cinco empresas ligadas à operação da rede. O passivo informado no processo chega a aproximadamente R$ 140,2 milhões.

O que chama atenção é a explicação apresentada pela própria companhia para chegar a essa situação.

Além dos juros elevados e das dificuldades financeiras enfrentadas pelo varejo, a Marabraz aponta uma disputa societária e familiar como um dos principais fatores que dificultaram a obtenção de novos empréstimos.

Durante anos, empresas e imóveis ligados à família controladora eram utilizados como garantia para conseguir crédito e financiar o capital de giro da operação.

Segundo a petição, com o avanço das disputas familiares, os responsáveis pela operação da Marabraz deixaram de controlar sociedades que concentravam parte desses imóveis. Sem as mesmas garantias, a empresa passou a enfrentar dificuldades para renovar linhas existentes e conseguir novos financiamentos.

Marabraz diz que lojas continuarão abertas

Apesar do pedido, a Marabraz afirma que não está encerrando suas atividades.

A empresa informou que pretende manter as lojas abertas e continuar atendendo normalmente enquanto busca reorganizar seus compromissos financeiros. A preservação dos empregos e da relação com clientes, fornecedores e parceiros também foi apontada como prioridade.

A rede sustenta ainda que sua crise seria principalmente de liquidez e acesso ao crédito, e não resultado da inviabilidade do negócio varejista.

A história da Marabraz começou com uma família de origem libanesa que iniciou suas atividades comerciais em 1950, antes de a rede se tornar uma das marcas conhecidas do varejo de móveis de São Paulo.

Casas Bahia também pediu recuperação judicial

O caso ganha ainda mais repercussão porque ocorre praticamente ao mesmo tempo que uma crise de proporções muito maiores em uma de suas principais concorrentes.

Na noite de domingo (16), o Grupo Casas Bahia também entrou com pedido de recuperação judicial, declarando aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. O processo inclui Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com, Bartira e outras empresas do grupo.

No caso das Casas Bahia, a companhia aponta fatores como juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo. O grupo também informou fechamento de quase 300 lojas e cerca de 3 mil demissões dentro de seu processo de reestruturação.

Embora as duas empresas tenham histórias e tamanhos diferentes, Marabraz e Casas Bahia chegaram à Justiça praticamente no mesmo fim de semana tentando reorganizar dívidas.

No caso da Marabraz, a dívida é muito menor, mas existe um ingrediente incomum: uma disputa dentro da própria família controladora teria atingido justamente a estrutura patrimonial que ajudava a empresa a conseguir crédito.

Por enquanto, a Marabraz continua funcionando. O próximo passo será a análise do pedido pela Justiça e, caso o processamento seja autorizado, a apresentação das medidas para renegociar os débitos e tentar manter a rede em operação.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.