Governo Trump amplia pente-fino e ação atinge mais de 270 escolas de CDL

O governo dos Estados Unidos retirou mais de 110 escolas de formação de caminhoneiros do cadastro federal após identificar problemas ligados ao treinamento de motoristas comerciais. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (31) pelo secretário de Transportes, Sean Duffy, durante evento em Detroit.
Segundo a Federal Motor Carrier Safety Administration (FMCSA), as escolas estavam relacionadas a mais de 5 mil motoristas que posteriormente não passaram pelas exigências federais de proficiência em inglês. Com a retirada do registro, essas empresas precisam interromper imediatamente as atividades de treinamento vinculadas à licença comercial CDL.
A fiscalização foi além. Em julho, 175 investigadores passaram por 40 estados e realizaram quase 400 inspeções em centros de treinamento de caminhoneiros. Foram encontrados locais sem espaço adequado para manobras, instrutores sem a licença necessária e falta de documentos sobre as avaliações aplicadas aos alunos.
O levantamento levou a mais de 160 notificações para possível retirada de outras escolas do registro federal. O texto enviado também relata casos em que pequenos estacionamentos ou estruturas precárias eram apresentados como locais de treinamento para futuros motoristas profissionais.
A operação ainda abriu uma auditoria nacional sobre empresas e profissionais responsáveis pelos testes da CDL. Desde junho de 2025, mais de 28 mil motoristas comerciais foram retirados temporariamente das estradas por violações relacionadas à exigência de inglês, segundo o Departamento de Transportes.
A nova fiscalização envolve também o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça. As autoridades investigam possíveis fraudes na emissão de licenças, emprego irregular, documentos falsos e empresas ligadas ao setor de transporte de cargas.
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