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Caminhoneiro

Falta de motoristas chega aos canaviais e caminhões já viram preocupação nas usinas

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Falta de motoristas chega aos canaviais e caminhões já viram preocupação nas usinas
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Encontrar motorista para tocar caminhão durante a safra está ficando mais difícil. O problema, que já aparece com força no transporte rodoviário brasileiro, também bate na porta das operações ligadas à cana-de-açúcar.

Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) em julho de 2026 mostrou que 88,9% das empresas consultadas apontaram a falta de profissionais qualificados como dificuldade para manter ou aumentar o número de motoristas. Para 77,8%, o tempo necessário para preencher as vagas também aumentou.

No canavial, ficar sem motorista pode virar uma dor de cabeça ainda maior. Durante a safra, a cana sai do campo em um ritmo praticamente contínuo. Colheitadeiras, transbordos e caminhões precisam trabalhar juntos para que a matéria-prima chegue à usina dentro da programação.

O próprio setor sucroenergético vem relatando dificuldade para contratar mão de obra. Em maio, representantes do setor ouvidos pela CNN Brasil apontaram que colheita, transporte e moagem dependem de operações contínuas durante a safra, justamente em um momento de dificuldade para encontrar trabalhadores.

Dirigir um caminhão de cana também não é o mesmo que pegar qualquer veículo pesado e sair para a estrada. Boa parte do serviço acontece dentro de fazendas, em estradas de terra, durante a noite e com composições pesadas. A atividade aparece até em acordos coletivos específicos registrados no Ministério do Trabalho para profissionais envolvidos no transporte de cana-de-açúcar.

A safra brasileira 2026/27 está em andamento e a Conab mantém acompanhamento específico da produção de cana no país. O segundo levantamento da temporada foi divulgado em agosto.

Ainda não existe um levantamento nacional mostrando quantos caminhões de cana estão efetivamente parados apenas por falta de motorista. O que os dados já mostram é que contratar profissionais qualificados ficou mais difícil, enquanto as usinas precisam manter uma operação pesada de transporte durante vários meses da safra.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.