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Carro a combustão ainda vai longe, mas o mercado já virou a chave

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Carro a combustão ainda vai longe, mas o mercado já virou a chave

Carro a combustão perdeu espaço, mas não saiu da pista

O carro a combustão não tem uma data única para acabar no mundo. O que existe hoje é uma virada lenta, com regras diferentes em cada país, avanço dos elétricos e uma briga grande entre preço, autonomia, combustível, recarga e custo de manutenção.

Na Europa, a pressão é mais forte. A regra aprovada para carros e vans novos colocou a meta de reduzir em 100% as emissões de CO₂ no escapamento a partir de 2035, embora novas propostas já discutam flexibilizações para combustíveis de baixo carbono, híbridos e outras soluções. Isso mostra que nem mesmo os países mais avançados tratam o fim do motor a gasolina e diesel como uma virada simples de calendário.

No Brasil, a conversa é diferente. O país ainda depende muito de gasolina, diesel e etanol, principalmente fora dos grandes centros. Para quem roda de caminhão, van, ônibus ou carro de trabalho, o ponto não é só escolher tecnologia nova. Entra na conta o tempo parado, a distância até um ponto de recarga, o valor da peça, o preço do seguro e a chance de perder serviço por falta de estrutura.

Os elétricos e híbridos, porém, deixaram de ser coisa distante. A ABVE informou que os veículos leves eletrificados fecharam 2025 com 223.912 unidades vendidas no Brasil, novo recorde anual e alta de 26% sobre 2024. O dado mostra que o mercado já está mudando, mesmo sem uma data oficial para o fim dos modelos tradicionais por aqui.

O motor a combustão deve continuar por muitos anos, principalmente em usos pesados, viagens longas, cidades menores e operações que não podem depender de recarga demorada. Ao mesmo tempo, ônibus urbanos, frotas de entrega, carros de aplicativo e veículos usados em trajetos previsíveis tendem a migrar antes para soluções elétricas ou híbridas.

A morte do carro a combustão, se vier, não deve acontecer de uma vez. O mais provável é uma perda gradual de espaço. Primeiro nas grandes cidades, depois nas frotas empresariais e, só mais tarde, nos veículos usados por quem precisa rodar longe, carregar peso e não pode ficar preso esperando bateria.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.