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Ferrari elétrica nasce com mais de 1.000 cv sem ronco e com visual duvidoso

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Ferrari elétrica nasce com mais de 1.000 cv sem ronco e com visual duvidoso

A Ferrari entrou de vez no mundo dos carros elétricos com o Luce, primeiro modelo 100% movido a bateria da marca italiana. O carro chega como uma aposta ousada para uma fabricante conhecida pelo ronco forte, pelo motor a combustão e pelo visual baixo que marcou gerações.

O novo modelo não veio discreto. O Luce tem quatro motores elétricos, mais de 1.000 cv, tração nas quatro rodas e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos. A autonomia passa de 500 km, e o preço fica na casa dos 550 mil euros, valor que coloca o carro em uma faixa para poucos compradores.

A Ferrari também mudou a proposta visual. Em vez de seguir o desenho clássico de superesportivo de dois lugares, o Luce tem quatro portas, cinco lugares e porta-malas grande. A ideia é vender um carro mais usável, voltado para clientes de alto poder aquisitivo que querem tecnologia, conforto e desempenho no mesmo pacote.

O ponto mais sensível está justamente aí. Parte dos fãs esperava um elétrico com aparência mais agressiva, próxima dos modelos tradicionais da marca. A carroceria mais alta e o estilo mais limpo dividiram opiniões logo após a apresentação. Para quem acompanha carros de perto, a mudança mostra como a bateria altera o jeito de desenhar um veículo.

A reação do mercado também não foi leve. As ações da montadora caíram após a apresentação, sinal de que investidores ainda enxergam risco nesse movimento. A Ferrari já vinha sendo mais cautelosa com os elétricos e reduziu sua meta para 2030, deixando claro que ainda vê espaço forte para híbridos e motores a combustão.

O Luce representa mais do que um lançamento caro. Ele mostra uma indústria tentando equilibrar tradição, tecnologia e desejo. No fim, a Ferrari não está apenas colocando bateria em um carro de luxo. Está testando até onde seus clientes aceitam mudar a ideia do que uma Ferrari deve ser.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.