Carro

Como o Onix passou de campeão de vendas a possível bomba nas oficinas

2 minutos de leitura
Como o Onix passou de campeão de vendas a possível bomba nas oficinas

O Onix brilhou no Brasil, mas a correia no óleo virou medo de oficina

O Chevrolet Onix já foi sinônimo de compra segura para muita gente. O carro ficou anos entre os mais vendidos do país, ganhou fama de econômico, moderno e fácil de revender. Para famílias, motoristas de aplicativo e gente que roda bastante, ele virou uma escolha quase automática.

A virada começou quando a nova geração trouxe motores três cilindros com correia dentada banhada a óleo. No papel, a solução prometia menos ruído, menor atrito e boa durabilidade. A própria Chevrolet afirma que o sistema foi projetado para troca aos 240 mil km, desde que o dono siga o plano de manutenção e use o óleo certo.

O assunto virou dor de cabeça. Donos passaram a relatar desgaste prematuro, correia soltando resíduos, perda de pressão de óleo e, nos casos mais graves, motor danificado. O problema não aparece igual em todos os carros, mas o medo cresceu porque o conserto pode sair caro e parar o veículo por dias.

Para quem trabalha rodando, esse tipo de falha pesa duas vezes. Tem o valor da oficina e tem o período sem carro, sem corrida, sem entrega e sem renda. Um Onix que antes era visto como parceiro de uso intenso passou a exigir histórico de revisão muito mais bem conferido na hora da compra.

A discussão também envolve manutenção. O sistema depende muito do lubrificante correto. Óleo fora da especificação, produto adulterado, intervalo esticado e troca feita sem critério podem acelerar o desgaste. O ponto é que, para o consumidor comum, isso transformou uma peça interna do motor em motivo de desconfiança.

A Chevrolet tentou reduzir esse receio com uma ação de pós-venda para reativar a garantia da correia em unidades Onix e Onix Plus da geração 2019/2020 em diante, mediante vistoria e troca de óleo e filtro na rede autorizada.

O Onix não perdeu sua importância no mercado, mas a imagem mudou. Antes, a conversa era consumo, conforto e revenda. Agora, muita gente olha primeiro o histórico de óleo, revisões e estado da correia. Foi assim que um dos carros mais tradicionais da Chevrolet passou de queridinho racional para compra que exige lupa antes de fechar negócio.

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.