Carro zero de R$ 150 mil pode consumir quase R$ 46 mil só em IPVA

Um carro zero de R$ 150 mil parece caro só na hora da compra, mas o gasto não para quando o motorista sai da concessionária. Ao longo dos anos, o IPVA entra no orçamento e vai pesando aos poucos. Em uma simulação com alíquota de 3%, esse imposto pode chegar perto de R$ 46 mil durante 15 anos, mesmo considerando uma perda de preço mais leve no mercado.
A conta usada considera uma desvalorização de 10% no primeiro ano e 5% nos anos seguintes. Esse cenário combina mais com a realidade atual, já que muitos usados não estão caindo tanto como acontecia em outros períodos. Com isso, o automóvel continua com preço alto por mais tempo, e a cobrança anual também demora mais para baixar.
No primeiro ano, com o modelo ainda avaliado em R$ 150 mil, o dono pagaria R$ 4.500. No segundo, usando uma base de R$ 135 mil, o custo ficaria em R$ 4.050. Depois, a queda acontece de forma mais lenta. No décimo quinto ano, com o bem estimado perto de R$ 69,3 mil, a cobrança ainda ficaria em torno de R$ 2.079.
O peso aparece com o tempo
Para quem vive na estrada, trabalha com transporte ou usa o automóvel como apoio no dia a dia, esse tipo de despesa precisa entrar na conta antes da compra. O problema é que muita gente olha apenas para parcela, seguro e combustível. Depois vêm licenciamento, manutenção, pneus, revisão e tributos, que juntos deixam o custo de manter um veículo bem mais alto.
No total da simulação, o dono teria pago cerca de R$ 45.998 em 15 anos. Arredondando, são quase R$ 46 mil só de IPVA. Esse dinheiro representa quase um terço do preço inicial do automóvel. Para um trabalhador que roda bastante, essa diferença pesa, principalmente quando o orçamento já tem pedágio, oficina, estacionamento e troca de peças.
A cobrança real muda conforme o estado, a tabela usada no cálculo, a idade do veículo e possíveis regras de isenção. Mesmo assim, a simulação mostra um ponto importante: comprar zero km não envolve apenas o preço da nota fiscal. O gasto continua ano após ano e precisa ser colocado na ponta do lápis antes de fechar negócio.