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Busscar a queda da gigante dos ônibus que marcou gerações no Brasil

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Busscar a queda da gigante dos ônibus que marcou gerações no Brasil

A Busscar foi uma daquelas marcas que ficaram guardadas na memória de muita gente que gosta de ônibus. Durante décadas, a fabricante de Joinville, em Santa Catarina, colocou nas ruas modelos urbanos e rodoviários que fizeram parte do transporte em várias cidades do Brasil. O nome aparecia em ônibus de viagem, fretamento, linhas municipais e empresas tradicionais do setor.

A empresa nasceu a partir da antiga Nielson e ganhou força até virar uma das principais fabricantes de carrocerias do país. Modelos como El Buss, Jum Buss, Vissta Buss e Urbanuss Pluss ajudaram a construir a fama da marca. Para muita gente, a Busscar era sinônimo de ônibus bonito, forte e com visual moderno para a época.

O problema é que a história da empresa começou a mudar com uma crise financeira pesada. O antigo grupo passou a acumular dívidas, enfrentou dificuldades de gestão e viu a produção perder força. A situação ficou mais grave depois da crise internacional de 2008, que afetou vários setores da economia e apertou ainda mais o caixa da fabricante.

A Busscar entrou em recuperação judicial em 2011 tentando reorganizar as contas e manter a operação de pé. A ideia era ganhar tempo para negociar dívidas, preservar empregos e buscar uma saída para a fábrica. Só que o plano não avançou como precisava. A produção ficou comprometida, os pagamentos atrasaram e a confiança dos credores caiu.

Em 2014, a Justiça decretou a falência das empresas do Grupo Busscar. O antigo grupo tinha dívidas estimadas em R$ 1,6 bilhão, enquanto parte dos bens foi avaliada em valor bem menor. Esse desequilíbrio mostrou que a crise já tinha passado do ponto de uma simples reorganização.

A queda da Busscar não aconteceu por falta de carinho do público pelos ônibus. A marca continuava forte na lembrança de passageiros, colecionadores, empresas e profissionais do setor. O que derrubou o antigo grupo foi uma combinação de dívida alta, produção paralisada, dificuldade para aprovar um plano viável e perda de fôlego financeiro.

Anos depois, a história teve uma virada. Em 2017, acionistas ligados à Caio Induscar assumiram o parque fabril e a marca Busscar. A nova fase passou a ser conduzida por outra estrutura empresarial, com foco em recuperar produtos, atualizar projetos e recolocar a marca no mercado.

Por isso, o correto é dizer que o antigo Grupo Busscar faliu, mas a marca não desapareceu. Ela voltou em uma nova etapa, carregando um nome que ainda tem peso entre os admiradores de ônibus no Brasil.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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