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Ônibus

Motorista para ônibus em BH e acompanha passageiro cego durante travessia

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Motorista para ônibus em BH e acompanha passageiro cego durante travessia

O motorista de ônibus Rogério Roberto, de 43 anos, interrompeu por alguns minutos a viagem da linha 1505, que liga Alto dos Pinheiros ao bairro Tupinambás, em Belo Horizonte. A parada teve um motivo direto: acompanhar um passageiro com deficiência visual durante a travessia da Avenida Amazonas, na altura do bairro Gameleira, na região oeste da capital mineira.

O passageiro havia embarcado no coletivo conduzido por Rogério e precisava seguir para outro ponto, onde pegaria um ônibus com destino a Betim. Ao chegar ao local indicado, já no começo da noite, o condutor percebeu que não havia ninguém por perto para oferecer apoio. A avenida estava movimentada e o homem, com idade estimada acima dos 70 anos, teria de atravessar sozinho.

Rogério estacionou o ônibus, acionou o freio, ajudou o passageiro a desembarcar e caminhou com ele até o outro lado da via. Depois, aguardou uma condição segura para retornar ao coletivo e retomou o itinerário normalmente. A ação durou poucos minutos e foi acompanhada pelos passageiros que estavam dentro do veículo.

A cena foi gravada por Sileide, passageira que utiliza linhas da região para chegar ao trabalho. Ela contou que decidiu registrar o momento porque atitudes positivas também merecem espaço. Nas imagens, o motorista aparece guiando o homem pelo braço, com calma, até deixá-lo próximo ao ponto em que continuaria a viagem.

Motorista de ônibus há um ano e um mês, Rogério trabalhou por mais de uma década dirigindo caminhões. Ele explicou que tomou a decisão ao imaginar que o passageiro poderia ser seu pai, sua mãe ou outro familiar. Para o condutor, deixar uma pessoa cega sozinha diante de uma avenida com tráfego intenso não seria uma opção segura.

O motorista também destacou a responsabilidade de quem transporta passageiros diariamente. Além de conduzir o veículo, ele considerou necessário verificar se o idoso conseguiria completar aquela etapa do deslocamento. O passageiro agradeceu pela ajuda antes de seguir viagem.

Após atravessar a avenida, Rogério voltou ao ônibus e continuou o trajeto. A passageira que fez o registro afirmou que não houve reclamação dentro do coletivo. Para ela, a gravação ajudou a mostrar um gesto espontâneo em meio à correria comum do serviço urbano.

O vídeo passou a circular nas redes sociais e foi exibido em uma reportagem da Record Minas. A gravação apresenta uma atitude prática de acessibilidade na rotina do transporte coletivo de Belo Horizonte, realizada diante de uma necessidade percebida pelo próprio condutor.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.