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Caminhoneiro

Caminhão sem cabine já trabalha sozinho na China, ele pode substituir o caminhoneiro?

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Caminhão sem cabine já trabalha sozinho na China, ele pode substituir o caminhoneiro?
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A imagem de um caminhão sem cabine rodando na China parece coisa de filme, mas a tecnologia existe de verdade. Só pela foto não dá para confirmar qual é o fabricante, porém veículos parecidos já trabalham em portos, minas e áreas industriais do país.

Um dos modelos mais conhecidos é o Q-Truck, produzido pela chinesa Westwell. Ele não tem banco, volante ou cabine para o motorista. Câmeras, radares e sensores a laser identificam obstáculos e ajudam o veículo a transportar contêineres dentro de rotas programadas.

No Porto de Guoyuan, em Chongqing, seis caminhões autônomos chegaram a movimentar cerca de 200 contêineres por dia. Segundo o órgão de transporte local, duas linhas que antes precisavam de seis motoristas passaram a funcionar com um operador remoto e um profissional de segurança. A economia calculada passou de 2 milhões de yuans por ano.

Esse tipo de caminhão pode ajudar onde há dificuldade para contratar motoristas, principalmente em trabalhos repetitivos, perigosos ou feitos durante o dia inteiro. A China enfrenta envelhecimento da população e redução da mão de obra. Por isso, o país chegou a aumentar de 60 para 63 anos a idade máxima para solicitar licença de caminhões e ônibus de grande porte.

Nas rodovias abertas, a história muda. Os caminhões chineses usados em viagens longas ainda trabalham, na maior parte dos casos, com motorista e sistemas de assistência. A operação totalmente sem condutor está mais avançada em portos, minas e parques logísticos, onde o trânsito é controlado e a rota muda pouco.

As regras chinesas também determinam que veículos autônomos circulem em regiões autorizadas, com monitoramento, seguro e plano para acidentes ou falhas no sistema. O caminhoneiro ainda é necessário para trechos imprevisíveis, fiscalização da carga, manutenção, atendimento ao cliente e situações de emergência.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.