Compra negada no cartão ajuda caminhoneira a localizar outro motorista suspeito de furto

Uma parada para tomar banho terminou com dinheiro, cartão de crédito e outros objetos furtados de três caminhões estacionados no pátio de um posto em Barcarena, no Pará. O relato foi feito pela caminhoneira conhecida nas redes sociais como Mascotinha.
Segundo ela, os veículos pertencem à própria motorista, ao marido e ao sogro. Todos estavam parados perto do restaurante do posto quando as cabines foram abertas. A família percebeu o furto ao retornar para os caminhões.
Na manhã seguinte, os três motoristas foram até uma delegacia e registraram boletins de ocorrência. Pouco depois de deixar o local, a caminhoneira recebeu no celular uma notificação informando que uma compra de R$ 30 havia sido recusada em seu cartão.
A tentativa teria ocorrido em uma loja de lubrificantes próxima ao posto. A família foi até o estabelecimento e recebeu a informação de que dois homens haviam acabado de comprar uma mangueira e óleo hidráulico. Conforme o relato, o sogro da caminhoneira percorreu o pátio e encontrou os suspeitos mexendo em outro caminhão.
A motorista afirmou que os envolvidos também trabalhavam como caminhoneiros. O veículo usado por eles seria um caminhão Mercedes-Benz 113 vermelho, com placas de Curitiba, acoplado a uma carreta nova.
Ainda de acordo com a caminhoneira, a Polícia Militar foi acionada, identificou os homens e conseguiu recuperar o dinheiro levado das cabines. Ela disse que os suspeitos confessaram o furto e alegaram que estavam havia dez dias parados, sem recursos para continuar a viagem.
A justificativa causou revolta na família. Natural do Rio Grande do Sul, a caminhoneira contou que passa meses longe de casa para trabalhar e não imaginava ser vítima de outros profissionais da estrada.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ela agradeceu o apoio recebido no posto e o trabalho dos policiais da região de Vila dos Cabanos. Também pediu que outros motoristas evitem deixar dinheiro, cartões e objetos de valor dentro da cabine, mesmo durante paradas rápidas.
O pátio onde o caso ocorreu seria aberto e não teria câmeras de segurança, conforme a motorista. A ausência de imagens dificultou a identificação inicial dos envolvidos. O dinheiro foi recuperado, mas não foi informado se os suspeitos permaneceram detidos após o registro da ocorrência.
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