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Caminhoneiro

Caminhoneiro fica fora do Move Brasil e paga quase o dobro nos juros

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Caminhoneiro fica fora do Move Brasil e paga quase o dobro nos juros
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Um caminhoneiro autônomo afirmou ter pago quase o dobro dos juros depois de não conseguir contratar o financiamento oferecido pelo Move Brasil 2. Criado pelo governo federal para ajudar na renovação da frota, o programa oferece taxas menores e prazo longo, mas o acesso ao dinheiro ainda esbarra na análise feita pelos bancos.

Sem a aprovação pela linha do BNDES, o motorista precisou buscar um financiamento comum para comprar o caminhão. A diferença pesou no bolso. Pelo Move Brasil 2, a taxa informada para veículo novo fica perto de 0,83% ao mês. Fora do programa, operações de Crédito Direto ao Consumidor e linhas privadas podem chegar a 1,5% ao mês.

Em um caminhão que custa centenas de milhares de reais, alguns décimos a mais na taxa viram uma conta pesada ao longo dos anos. O programa permite pagamento em até 120 meses para transportadores autônomos, período que ajuda a reduzir o valor das parcelas. Quando o crédito sai por uma linha comum, o profissional pode enfrentar juros maiores e condições menos favoráveis.

O relato aparece quando o Move Brasil 2 se aproxima do fim do prazo para apresentação das propostas. As operações devem ser protocoladas no sistema do BNDES até 28 de agosto de 2026. A linha tem orçamento de cerca de R$ 21,2 bilhões, e R$ 20 bilhões já tinham sido aprovados até o fim de julho.

Os números mostram uma diferença grande entre empresas e trabalhadores por conta própria. Segundo o BNDES, frotistas receberam R$ 19,1 bilhões em cerca de 17,2 mil operações. Para caminhoneiros autônomos, foram aprovados aproximadamente R$ 900 milhões, divididos em 2,1 mil contratos.

A liberação não acontece diretamente pelo BNDES. O pedido passa por bancos e instituições financeiras parceiras, que analisam renda, histórico de pagamento, documentação e capacidade para assumir as parcelas. Estar dentro das regras do programa não significa que o financiamento será aprovado.

Para contratar como autônomo, o caminhoneiro precisa manter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas ativo, apresentar habilitação compatível com o veículo e estar regular com órgãos federais. O próprio caminhão costuma entrar como garantia da operação.

O Move Brasil 2 permite financiar caminhões novos de fabricação nacional e, no caso dos autônomos, também modelos seminovos dentro das regras do programa. A proposta era facilitar a troca de veículos antigos, mas relatos de negativa mostram que a taxa menor continua distante de parte de quem trabalha sozinho na estrada.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.