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R$ 200 no supermercado e uma sacola na mão comprar comida virou um susto

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R$ 200 no supermercado e uma sacola na mão comprar comida virou um susto
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Ir ao supermercado com R$ 200 e voltar praticamente com uma sacola virou uma sensação conhecida para muita gente. Basta colocar carne, leite, pão, café, produtos de limpeza e mais alguns itens no carrinho para a conta subir rápido.

Os números ajudam a explicar por que o consumidor continua sentindo o peso das compras. A pesquisa mais recente da cesta básica, divulgada pela Conab e pelo Dieese, mostra que em julho de 2026 São Paulo tinha a cesta mais cara entre as capitais pesquisadas: R$ 915,01. No Rio de Janeiro, o valor chegou a R$ 855,37.

Isso não quer dizer que todos os produtos estejam aumentando agora. Julho, inclusive, trouxe algum alívio. O custo da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais pesquisadas. Natal teve redução de 7,95%, enquanto no Rio de Janeiro a queda chegou a 7,12%. São Luís foi a única capital com aumento no mês, de 0,30%.

Só que existe outro número que ajuda a entender a reclamação de quem continua achando tudo caro. Na comparação entre julho de 2025 e julho de 2026, a cesta básica ficou mais cara em 22 das 27 capitais. Ou seja, houve queda recente em vários produtos, mas os preços ainda estão acima dos vistos um ano atrás em boa parte do país.

O próprio IPCA divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, 11 de agosto, mostra esse contraste. Alimentação e bebidas caiu 0,67% em julho, porém ainda acumula alta de 3,86% em 2026.

Alguns produtos estão ajudando a baixar a conta. Tomate, batata, café e açúcar tiveram redução em várias capitais. Já outros continuam apertando o orçamento. O leite, por exemplo, ficou mais caro em 21 capitais entre junho e julho. O feijão subiu em 17 cidades pesquisadas.

É aí que aparece aquela cena que virou comentário na saída do caixa: o consumidor passa alguns produtos, olha o visor chegando perto dos R$ 200 e percebe que nem conseguiu encher o carrinho. Às vezes, tudo cabe em poucas sacolas.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.