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Cartão vira peso no bolso e já aparece em 85% das famílias endividadas

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Cartão vira peso no bolso e já aparece em 85% das famílias endividadas
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O cartão de crédito está ocupando um espaço cada vez maior no orçamento dos brasileiros. Em julho de 2026, 82% das famílias do país tinham algum tipo de dívida, maior percentual já registrado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da CNC.

E o cartão aparece disparado na frente. Entre as famílias endividadas, 85,3% disseram ter compromissos no cartão de crédito. Carnês ficaram bem atrás, com 16,1%, enquanto o crédito pessoal apareceu com 13%.

O problema fica ainda mais pesado quando chega a fatura e não sobra dinheiro para pagar tudo. Dados do Banco Central referentes a junho mostram que a taxa média do cartão de crédito rotativo chegou a cerca de 442,4% ao ano, depois de ficar em 439,8% no mês anterior. O parcelamento da fatura também continua caro, com taxa próxima de 191,4% ao ano.

O rotativo entra em cena quando a pessoa não consegue pagar o valor total da fatura. É justamente aí que uma compra feita meses antes pode continuar apertando o orçamento.

Desde janeiro de 2024 existe uma regra que impede que juros e outros custos do rotativo e do parcelamento da fatura ultrapassem 100% do valor original que ficou sem pagamento. Na prática, uma dívida de R$ 1 mil abrangida pela regra não pode gerar mais de R$ 1 mil em juros e encargos financeiros. A taxa anual divulgada pelo BC, porém, continua podendo passar dos 400%.

Os números da Serasa ajudam a mostrar o tamanho do aperto. Em abril de 2026, o Brasil chegou a 83,3 milhões de pessoas inadimplentes, equivalente a 50,81% da população adulta. Eram 342 milhões de dívidas negativadas, que juntas ultrapassavam R$ 568 bilhões. O valor médio devido por pessoa estava em R$ 6.814,39.

Bancos e cartões respondiam por 27,5% das dívidas negativadas registradas pela Serasa, a maior participação entre os segmentos analisados.

O peso também aparece dentro de casa. As famílias endividadas estavam usando, em média, 29,5% da renda mensal para pagar dívidas em julho. Para 19% delas, mais da metade de tudo o que entra no mês já estava comprometida com pagamentos.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.