Viagem com 25 bois termina na fronteira com multa de R$ 37,5 mil ao motorista

Uma viagem com 25 bois que seriam levados para a Guiana terminou com uma multa de R$ 37,5 mil para um caminhoneiro de 61 anos. Os animais ficaram cerca de 20 horas dentro do veículo, sem fornecimento adequado de água e comida, na BR-401, em Bonfim, Roraima.
O problema começou depois que o caminhão chegou à fronteira. A exportação do gado havia sido liberada pela Receita Federal na tarde de quinta-feira (27), mas a entrada da carga na Guiana acabou barrada porque faltava um documento exigido pelas autoridades do país vizinho.
Sem conseguir seguir viagem, o motorista retornou ao lado brasileiro e deixou o caminhão no acostamento da rodovia. Aos policiais, ele contou que acreditava não poder voltar ao posto fiscal porque o processo de exportação já havia sido concluído. O homem também relatou que saiu do local para almoçar e depois foi dormir em outro lugar enquanto esperava a situação da documentação ser resolvida.
A Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPA), da Polícia Militar de Roraima, foi acionada e encontrou os bovinos ainda dentro da carroceria. Eram 23 fêmeas e dois touros da raça Gir.
Segundo a fiscalização, o espaço estava apertado e havia bastante fezes e urina acumuladas. Os animais apresentavam sinais de cansaço e estresse, além de permanecerem agitados dentro do caminhão. Eles teriam passado aproximadamente 20 horas nessas condições.
A ocorrência resultou em uma multa de R$ 37,5 mil. De acordo com a cobertura local, a penalidade foi calculada em R$ 1,5 mil para cada um dos 25 animais. Também foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência relacionado a maus-tratos contra animais.
A exportação acabou cancelada e o gado, avaliado em aproximadamente R$ 177 mil, teve de retornar ao Brasil. Como não havia um espaço público disponível para receber os animais, eles ficaram temporariamente sob responsabilidade do próprio motorista.
Os bovinos foram levados novamente para a fazenda de origem, no município de Cantá, com acompanhamento de fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária. O caminhoneiro ficou responsável por fornecer água, alimentação e os cuidados necessários aos animais enquanto o caso segue em andamento. Ele responderá em liberdade.
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