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Caminhoneiro

Caminhoneiro goiano é preso durante entrega na Inglaterra e família pede ajuda

3 minutos de leitura
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Um caminhoneiro brasileiro de 48 anos está preso na Inglaterra depois que autoridades encontraram mais de 300 quilos de heroína escondidos na carga transportada por ele.

Leonardo Borges de Oliveira é goiano, mora na Europa há cerca de seis anos e trabalha para uma transportadora de Portugal. Segundo relato da família, ele entrou na Inglaterra para realizar uma entrega de materiais de construção quando acabou detido.

A família afirma que Leonardo não sabia que havia drogas escondidas na carga. A ex-mulher do caminhoneiro, com quem ele foi casado durante 18 anos, disse acreditar na inocência do motorista e afirmou que, nesse tipo de operação, o condutor recebe o semirreboque já carregado e lacrado.

Essa versão ainda depende da investigação das autoridades britânicas.

Último contato aconteceu após chegada à Inglaterra

Segundo familiares, Leonardo chegou ao porto de Newhaven, na Inglaterra, após realizar a travessia de balsa.

Pouco antes de perder contato com a família, ele enviou sua localização e uma mensagem para a filha informando que havia acabado de chegar ao país e seguiria viagem para realizar a descarga.

Depois disso, familiares ficaram vários dias sem notícias.

A empresa onde ele trabalha teria informado posteriormente que o motorista estava preso. A família afirma que só recebeu mais detalhes quando Leonardo conseguiu fazer uma ligação para a filha.

Durante a conversa, o caminhoneiro contou que havia sido preso porque drogas foram encontradas dentro da carga e disse que seus telefones, cartões e dinheiro haviam sido recolhidos pelas autoridades.

Família reclama da falta de informações

Familiares afirmam que ainda possuem poucas informações sobre o processo e sobre as condições em que Leonardo está detido.

Segundo o relato apresentado na reportagem, ele estaria em uma unidade prisional de segurança máxima na Inglaterra.

A família também cobra maior participação da transportadora para esclarecer como a droga foi colocada na carga, quem realizou o carregamento e se o motorista tinha alguma possibilidade de conhecer o conteúdo escondido.

Amigos e colegas de profissão chegaram a publicar vídeos nas redes sociais quando Leonardo desapareceu, antes de saberem que ele havia sido preso.

Empresa confirmou que brasileiro é funcionário

A transportadora portuguesa teria confirmado à reportagem que Leonardo trabalha para a empresa, mas não apresentou detalhes sobre a investigação.

A família também procurou autoridades brasileiras em busca de assistência e informou que tenta obter acompanhamento consular no Reino Unido.

Até o momento relatado pela família, não havia informação sobre condenação do caminhoneiro. O caso permanece sob investigação, e caberá às autoridades britânicas determinar se Leonardo tinha conhecimento da droga encontrada na carga.

Os familiares esperam agora ter acesso a mais informações sobre o processo e conseguir demonstrar que o motorista fazia apenas o transporte da mercadoria que havia recebido para entrega.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.