Risco de alagamentos pode atrapalhar logística e transporte de cargas em várias regiões do Brasil
Caminhoneiros e transportadoras precisam redobrar a atenção nesta segunda-feira (14). A continuidade das chuvas aumentou o risco de alagamentos, enxurradas, elevação de rios e quedas de barreira em áreas importantes para o transporte rodoviário no Sul e Sudeste do país.
O alerta mais recente do Cemaden aponta alta possibilidade de eventos hidrológicos nas regiões de Sorocaba e São Paulo, em São Paulo; Petrópolis e Rio de Janeiro; e Juiz de Fora, em Minas Gerais. A previsão considera a chuva persistente, o solo já muito úmido e os grandes volumes acumulados nos últimos dias.
Campinas, São José dos Campos, Belo Horizonte, Pouso Alegre, Barbacena, Volta Redonda e outras áreas do Rio de Janeiro também aparecem com risco moderado. Nessas regiões, o Cemaden alerta para transbordamento de córregos, enxurradas e pontos de alagamento.
Para o transporte de cargas, esse tipo de situação pode provocar aumento no tempo de viagem, desvios, congestionamentos e até interrupção temporária de rotas.
BR-476 já sente os efeitos das chuvas
No Paraná, o problema já saiu da previsão e chegou às rodovias.
A BR-476, uma das ligações do Vale do Ribeira, sofreu interdições após as fortes chuvas. No km 6, em Adrianópolis, parte da pista cedeu por causa de uma erosão. Outro ponto, no km 55, em Tunas do Paraná, foi atingido por queda de barreira. A BR-116 passou a ser usada como principal alternativa de desvio.
Também foram registradas quedas de barreira na PR-092, especialmente nos trechos próximos a Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Cerro Azul. Em algumas localidades, comunidades ficaram isoladas após o aumento do nível dos rios.
São Paulo também mantém alerta
Em São Paulo, a quantidade de chuva acumulada já é muito superior ao esperado para setembro. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da capital, o mês acumulava 211,6 milímetros, aproximadamente 220% acima da média mensal de 66 mm.
O Cemaden mantém risco elevado para alagamentos em parte do estado, enquanto a Defesa Civil monitora principalmente o Vale do Ribeira. Em Eldorado, o Rio Ribeira de Iguape chegou a subir cerca de nove metros, provocando a retirada preventiva de 54 famílias.
Sete Barras teve vias e propriedades rurais inundadas, enquanto Mogi das Cruzes registrou elevação de rios, transbordamentos e alagamentos em diferentes bairros.
Caminhoneiros devem acompanhar a rota antes da viagem
Outro problema destacado pelo Cemaden é o risco de deslizamentos e quedas de barreira ao longo de estradas e rodovias, especialmente em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais onde o solo já está encharcado.
Para quem trabalha no transporte rodoviário, o cuidado deve ser maior em trechos baixos, próximos a rios e em regiões de serra.
Uma rota que normalmente leva poucas horas pode exigir desvio de dezenas ou centenas de quilômetros caso uma rodovia seja interditada. Isso interfere diretamente no consumo de diesel, prazo de entrega, jornada do motorista e programação das transportadoras.
A situação pode mudar rapidamente conforme o volume de chuva e o nível dos rios. Antes de sair para viagem, motoristas devem consultar as condições da rodovia junto à concessionária, PRF, DER e Defesa Civil, principalmente nas áreas atualmente sob alerta.
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