Chuva forte complica rodovias e deixa caminhoneiros em alerta em São Paulo nesta segunda-feira
Urgente Caminhoneiros que passam por São Paulo nesta segunda-feira (14) precisam acompanhar as condições das rodovias antes de seguir viagem. Depois de vários dias de chuva, o solo permanece encharcado e há risco de novos alagamentos, enxurradas e deslizamentos em diferentes regiões do estado.
O Cemaden colocou as regiões de São Paulo e Sorocaba em nível alto para ocorrências hidrológicas, devido à chuva persistente e ao grande volume acumulado. São José dos Campos e Campinas aparecem com risco moderado. O órgão também alerta para possibilidade de deslizamentos em áreas próximas a São Paulo, Sorocaba e São José dos Campos.
A situação já provocou problemas importantes nas estradas durante o fim de semana. Até domingo, havia registro de interdições em 23 trechos de rodovias estaduais paulistas, principalmente após alagamentos, quedas de barreira e danos provocados pela chuva.
Uma das rodovias que mais chamou atenção foi a Régis Bittencourt (BR-116), corredor usado diariamente por milhares de caminhões entre São Paulo e o Sul do país. No sábado (12), um alagamento no km 286, em Itapecerica da Serra, obrigou a concessionária a montar uma pista reversível.
Naquele momento, o congestionamento chegou a aproximadamente 7 quilômetros no sentido São Paulo e 8 quilômetros no sentido Curitiba. A pista sentido Sul precisou atender temporariamente veículos nas duas direções.
Tamoios também precisou fechar a serra
A Rodovia dos Tamoios (SP-099) também sofreu com a quantidade de chuva.
A Serra Antiga foi interditada na madrugada de sábado depois que o volume acumulado ultrapassou os limites usados pelo sistema de segurança da concessionária. O risco era de queda de barreiras.
Enquanto o trecho ficou fechado, os veículos passaram pela Serra Nova em esquema de comboio e Pare e Siga. Caminhões e veículos que transportavam produtos perigosos chegaram a receber tratamento separado durante as descidas.
A Serra Antiga foi liberada às 15h de domingo (13), depois de aproximadamente 34 operações de comboio. O trânsito voltou à configuração normal, mas o volume de chuva acumulado mantém a região sob acompanhamento.
Segunda-feira ainda exige atenção
Na capital paulista, setembro já acumulou 211,6 milímetros de chuva, aproximadamente 220% acima da média mensal de 66 mm, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo.
A previsão para esta segunda indica continuidade do tempo instável. Mesmo com chuva mais fraca em alguns períodos da madrugada, o CGE mantém alerta para alagamentos, transbordamentos e deslizamentos devido principalmente ao solo saturado pela água dos últimos dias.
Para o caminhoneiro, uma interdição inesperada pode significar horas extras de viagem. Na Régis Bittencourt, por exemplo, um bloqueio atinge diretamente uma das principais ligações rodoviárias entre São Paulo, Paraná e o restante da Região Sul, rota usada para transporte de alimentos, produtos industrializados e cargas destinadas ao Porto de Santos.
No Vale do Ribeira, onde o nível dos rios também subiu, o risco de enxurradas e pontos de inundação continua sendo acompanhado. O Cemaden destaca especialmente a bacia do Rio Ribeira de Iguape, onde a elevação dos rios pode ampliar áreas alagadas.
Antes de entrar em trechos de serra ou regiões que tiveram alagamentos nos últimos dias, a orientação é conferir as informações da concessionária responsável pela rodovia, da Polícia Rodoviária e do DER-SP. As condições podem mudar rapidamente caso volte a chover forte.
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