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Estradas

A engenharia por trás da Rodovia dos Imigrantes surpreende até hoje

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A engenharia por trás da Rodovia dos Imigrantes surpreende até hoje
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A Rodovia dos Imigrantes chama atenção de quem passa pela Serra do Mar, mas boa parte do tamanho da obra fica escondida dentro das montanhas. A estrada que liga São Paulo à Baixada Santista soma cerca de 58,5 quilômetros e teve sua construção dividida em duas grandes etapas.

A primeira pista começou a ser construída na década de 1970 e foi inaugurada em 28 de junho de 1976. Cerca de 13 mil trabalhadores participaram daquela etapa. O projeto precisou enfrentar encostas, grandes desníveis e pontos onde o risco de deslizamento obrigou mudanças no planejamento inicial.

Anos depois veio a segunda grande obra. A pista Sul, usada no sentido do litoral, começou a sair do papel em 1998 e entrou em operação em 2002. São aproximadamente 21 quilômetros em um trecho que precisa vencer um desnível de cerca de 730 metros na Serra do Mar.

Um dos pontos que mais chama atenção está debaixo da terra. A pista descendente recebeu quatro grandes túneis, que juntos passam de 8,2 quilômetros. O maior deles possui cerca de 3.146 metros e, na época de sua construção, era apontado como o maior túnel rodoviário do país.

As escavações contaram com equipamentos importados da Suécia e sistemas computadorizados que ajudavam a definir os pontos de perfuração. Conforme o trabalho avançava, estruturas metálicas e concreto eram usados para reforçar paredes e tetos dos túneis.

Os números da obra também dão uma ideia do tamanho do serviço. A construção da segunda pista consumiu cerca de 420 mil metros cúbicos de concreto e 25 mil toneladas de aço. Mais de 4.500 pessoas trabalharam diretamente nessa etapa, concluída em aproximadamente quatro anos.

Somando toda a Rodovia dos Imigrantes, são sete túneis e dezenas de pontes e viadutos. Com a nova pista, a capacidade informada para a rodovia passou de aproximadamente 8.500 para 14 mil veículos por hora, aumentando o fluxo entre a capital paulista, o litoral e o Porto de Santos.

A estrada também ganhou sistemas de ventilação, sensores e equipamentos de monitoramento instalados principalmente nos túneis. Parte dessas estruturas envia informações para o centro de controle responsável pela operação da rodovia.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.