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Caminhoneiro

Caminhoneiro com 30 anos de estrada relata espera de quatro dias e cobra mais respeito à profissão

3 minutos de leitura
CAMINHONEIRO-DESABAFO
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Um caminhoneiro com 30 anos de profissão fez um longo desabafo sobre as mudanças que percebeu na vida de quem trabalha nas estradas brasileiras.

Durante entrevista ao canal Vida de Caminhoneiro, José contou que começou na profissão ainda jovem, depois de acompanhar familiares que já trabalhavam com caminhões. Segundo ele, a paixão começou ao ajudar um tio e, posteriormente, fazer viagens ao lado de outro familiar, que passou a ensiná-lo a dirigir.

Ele lembra que, décadas atrás, o profissional era frequentemente chamado de “chofer” e diz ter vivido uma época em que se sentia mais respeitado durante as viagens e paradas pelo país.

Hoje, porém, a avaliação dele é diferente.

Quatro dias esperando para carregar

Um dos principais pontos levantados durante a conversa foi o tempo perdido dentro de empresas e pátios.

José afirmou que estava havia quatro dias aguardando um carregamento, mesmo depois de ter recebido ordem e passado pela triagem.

Segundo o caminhoneiro, o problema não é somente esperar, mas permanecer sem uma previsão clara de quando o veículo será chamado.

“Te deixam ali”, resumiu ao falar sobre a falta de informação durante a espera.

Para quem trabalha por viagem, cada dia parado pode significar combustível gasto com o caminhão estacionado, alimentação, despesas pessoais e perda da possibilidade de aceitar outro frete.

O motorista também relata que a espera prejudica o descanso. Segundo ele, o profissional permanece atento porque pode ser chamado para carregar a qualquer momento, inclusive durante a madrugada.

“É do caminhão que nós pagamos nossas contas”

Durante a entrevista, José afirmou ter orgulho da profissão e disse que tudo o que conquistou veio do trabalho como caminhoneiro.

Ele lembrou que é da renda obtida com o caminhão que saem despesas como escola dos filhos, água, luz, telefone, moradia e outros compromissos da família.

O veterano também defendeu uma união maior entre os próprios profissionais.

Na visão dele, quando um motorista enfrenta problemas para carregar ou descarregar, os colegas deveriam se mobilizar mais para cobrar informações e condições melhores, em vez de cada um cuidar somente da própria viagem.

Apesar das reclamações, José diz que escolheria novamente a mesma profissão.

Aos 54 anos e depois de três décadas rodando, ele afirma continuar tendo orgulho de ser caminhoneiro e considera que o trabalho realizado nas estradas está diretamente ligado ao abastecimento do país, desde alimentos e combustíveis até medicamentos e produtos usados diariamente pelas famílias.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.